Opinião: Mensagem – Como apagar a pandemia

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Eu creio que tenho o caminho para a solução, mas ninguém me quer ouvir ou escutar.
Noutros tempos, ditos tempos de ditadura, estando como jovem assistente de medicina operatória técnica cirúrgica de urgência, chamam-me ao hospital. Fiz o percurso a pé. Eu morava na rua Guerra Junqueiro. Deparo-me com um jovem de 11 anos com um ventre agudo por úlcera duodenal perfurada. Necessitava de ser operado, caso contrário, morria.
Era filho único. Os pais interrogam-me: “Leva sangue?”. “Poderá ter de levar”, respondi. “Então preferimos que morra”.
Perante isto, telefono ao meu mestre e Director de Serviço. Aconselhou-me a telefonar ao Director do Hospital. Sem solução. Telefono ao Delegado Procurador da República, pessoa extremamente simpática – por sinal casada com uma minha prima distante – que me aconselhou a telefonar ao Ministro da Saúde, que fiz, mas também não obtive resposta ao meu problema. Já agora, telefone ao Senhor Ministro da Justiça – por sinal era Professor de Direito em Coimbra – de quem ouvi uma palavra de conforto, mas não de incitamento para o operar.
Isto passou-se na época da ditadura, tempo em que nas notas de dinheiro estava escrito “ouro”. Agora, havia de estar “dívida”. Actualmente, nem o contínuo do Ministério ou Câmara nos atende.
Para falar sobre a pandemia, e já anteriormente o tinha feito por outras razões, desporto, dado que sou membro do Conselho Académico, é ou deve ser uma vergonha, para mim, para Coimbra e para todos nós não ter uma equipa, por exemplo, de futebol, na primeira divisão.
Pedi para falar com o Magnífico Reitor e com o Presidente da Câmara. Não tenho coragem para suportar mais uma nega. Foi feito ou por interpostas pessoas ou pela Internet. Mas agora é para poder falar sobre a pandemia, para que se reúnam sob o patrocínio da Universidade os peritos para avaliar a validade ou exclusão do por mim pretendido e pensado.
Tentei e falei com o Senhor Director da Faculdade, que foi meu aluno, e com o Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Chama, mas não têm tempo para atender o telefone, nem para ler mensagens.
Mas, no caso do doente, decidi: “Levem-no para o bloco operatório. Prefiro estar na cadeia bem com a minha consciência do que cá fora mal com ela”.
Salvou-se… Mas suponham que tinha morrido.
Actualmente, se fizer investigação sem submeter a aprovação da Comissão de Ética da Faculdade de Medicina e do Hospital, o que fiz ou tivesse feito… Não estaríamos neste momento com esta amargura, não saber como tratar a pandemia.
É por essa razão que no livro Nova Ordem Mundial – Contas aos Netos, aos princípios especulativos acrescento um quinto, com os seguintes dizeres: “Nenhum sistema político ou religião pode impedir ou frenar a investigação, porque os benefícios colhidos são património de toda a humanidade”.
Actualmente, nem os porteiros atenderiam. Pedi para a Senhora Ministra da Saúde me receber. Atendeu o telefone e até com certa alegria disse que o faria após a aprovação do Orçamento de Estado. Estou a aguardar.
Agora, com a expansão do vírus por todo o planeta, há que pôr em prática o que há muito aconselho, um congresso mundial sobre o futuro do planeta: globalização, prós e contras, caminhos a seguir, papel da máquina e do homem,…
Em caso de calamidade física, química ou biológica, desencadeada pelo homem ou pela natureza, os conhecimentos não podem regredir mais do que mil anos.
A conservação da natureza e da biodiversidade deve merecer particular atenção. Sendo à poluição atribuída a responsabilidade da pandemia, há que repensar os conhecimentos actuais, referidas no livro EIVA, ou seja, Energias Indispensáveis à Vida, que são a agricultura, a eletricidade e a investigação. Considero também ELVA, Energias Limitativas da Vida, que são a fome, a poluição e a impreparação dos políticos. Esta última é actualmente bem evidenciável ao ser aprovada na Assembleia da República a Eutanásia.
Esquece-se que a inteligência é repensar o passado, pensar o presente, para abrir os caminhos do futuro.
Por vezes, os jovens só pensam no presente e estão-se nas tintas para o futuro, para as novas gerações.
No entanto, a crise ocasionada pelo vírus poderá vir a ser benéfica se os deveres prevalecerem sobre os direitos.
A poluição vai continuar e o perigo de uma nova pandemia é previsível.

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