Fotógrafo da Lousã vence prémio internacional

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A fotografia e as viagens estiveram sempre ligadas na vida de José Luís Santos. Aos 19 anos, pouco tempo depois de ter conseguido comprar a primeira máquina fotográfica profissional, venceu o primeiro prémio e uma menção honrosa num concurso de fotografia, realizado em Coimbra. Com o dinheiro que ganhou, fez um Interrail pela Europa.
“Aí comecei a ver o mundo”, diz. A vê-lo e a percorrê-lo: aos 39 anos, o fotógrafo e professor de História, natural da Lousã, já esteve em cerca de 70 países. E nessas viagens foi registando paisagens de cortar a respiração, momentos únicos, os sonhos e as dores dos que se cruzaram no seu caminho, cores e movimentos cristalizados em tantas imagens.
Entre os vários projetos a que foi dando corpo, a “Rota da Seda” é, talvez o maior: a viagem começou em 2003 quando partiu de Veneza, seguindo por Istambul, até chegar ao eixo de ligação comercial e civilizacional entre o mundo ocidental e o misterioso Oriente: Líbano, Israel e Palestina, Jordânia e também a Síria. Nas viagens seguintes seguiu pelos territórios do Irão, pela Ásia Central, pelos territórios do Uzbequistão e Quirguistão, até chegar ao destino final, a China.
“Para concluir este projeto da “Rota da Seda” ainda me faltam o Paquistão, o Iraque e o Afeganistão”, conta. Neste projeto, José Luís Santos não está interessado em registar o passado da milenar da Rota da Seda, mas “os povos e culturas que habitam nestes “caminhos” que foram ponto de encontro de diferentes povos e culturas, em contraste com o mundo contemporâneo, em que a dificuldade do conhecimento e aceitação do outro é cada vez maior”, revela.

DR- José dos Santos – Fotografia vencedora foi captada no Irão

Pode ler a notícia completa e consultar o suplemento gente na edição impressa e digital do Diário As Beiras

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