Coimbra: Medidas de segurança engrossam filas de doentes no CHUC

FOTO DB/PATRÍCIA CRUZ ALMEIDA

“O que é isto? Fila para entrar? Então, quando é que a gente lá chega?”, atira Manuela Fernandes quando vislumbra o acesso para as consultas externas. Logo ela que acordou ao nascer do sol – “eram “06H00 e pouco” – para conseguir sair do concelho da Guarda e chegar a tempo da consulta marcada no polo HUC do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Já está cansada (ainda só passam 15 minutos das 09H00) e quando olha para a imensa fila, desanima. “Se eu soubesse, tinha vindo mais cedo”, diz.
Menos resignada está Maria Manuela Craveiro, de 81 anos. Acompanha o marido, Carlos, de 89, que vai a uma consulta de Medicina Interna.
Ele, já curvado pelo peso do tempo, olha, compassivo, o (muito) caminho que ainda resta para alcançar a entrada do edifício. Mas não deixa de lamentar que “queiram desmantelar o Hospital do Covões” onde foi sempre “tão bem tratado”.
“É uma pouca-vergonha”, replica a mulher. “Uma falta de critério, de sensibilidade. Porque não fazem um polo nos Covões para aliviar os HUC? Não haverá outra forma de organização”, questiona Maria Manuela Craveiro.
A fila de doentes (alguns em jejum porque vão realizar exames, outros com mobilidade reduzida) vai engrossando. Depois, já dentro do edifício, terão que enfrentar novas filas à entrada para os elevadores.

Notícia completa nas edições impressa e digital

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.