Aves dizimadas por redes de proteção da aquacultura no estuário do Mondego

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“Imagens chocantes” é como a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, qualifica o que se está a passar com a morte de águias, corvo-marinho, garças, pernilongos, gaivotas e outras aves, incluindo espécies ameaçadas, que morrem depois de ficarem presas nas redes que cobrem zonas de aquacultura no estuário do Mondego.
A denúncia foi ontem feita ao DIÁRIO AS BEIRAS por Ana Almeida,
técnica de Conservação Marinha da SPEA, reforçando as queixas tornadas públicas pela instituição.
A direção da SPEA constata que as aves “passam horas em sofrimento e acabam por morrer, de exaustão, presas em redes que são autorizadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.
Ana Almeida reconhece que os aquacultores até se mostram recetivos a “procurar soluções”, mas o ICNF ainda não deu resposta as queixas apresentadas oficialmente em meados de fevereiro passado, durante uma reunião tripartida que teve lugar em Coimbra.

Culpas atribuídas ao ICNF
“Ignorar um problema não o faz desaparecer, mas parece ser essa a estratégia do ICNF no que diz respeito à mortalidade de aves nas aquaculturas”, diz Domingos Leitão, diretor executivo da SPEA: “Como entidade licenciadora e fiscalizadora, o ICNF tem um papel fundamental neste processo, já para não falar das obrigações legais que o Estado português não está a cumprir.”

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