Zé do Carmo recorda racismo na passagem por Portugal

Foto – Arquivo João Santana – Zé do Carmo na equipa da Académica

“Assim que cheguei em Portugal, para jogar pela Académica de Coimbra, já nos primeiros dias escutei de um torcedor: ‘Negro filho da p… O que veio fazer aqui em Portugal? Estava passando fome lá no Brasil?’. Por mais negros que lá tivessem, existia esse preconceito”. As palavras são de Zé do Carmo ao “Blog do Torcedor”, publicação brasileira. Antigo médio defensivo “canarinho”, que jogou na Académica entre 1991/1992 e 1993/1994.
Aos 30 anos, Zé do Carmo tinha a primeira experiência fora do Brasil, depois de uma carreira construída no Santa Cruz e no Vasco.
“Era o rei do passe longo. Uma precisão incrível”, recorda Rui Miguel Alegre do Nascimento Lopes – Mickey: foi assim que ficou conhecido no futebol.
O também médio, em jovem de carreira lembra “um ídolo” que era simultaneamente “um jogador brilhante e um ser humano extraordinário”.
Mickey admite que “relativamente a atitudes racistas nomeadamente dos adeptos acredito que sim”, pode ter havido situação de racismo ou xenofobia. Mas “no balneário, com colegas e no calor do jogo com adversários” o antigo médio português não recorda “de alguma vez ter acontecido algum episódio dessa natureza”. “Aliás, o ambiente com todos os colegas na Académica era extraordinário”, garante.

Toda a informação na edição impressa e digital de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, 18 de junho

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