Tribunal de Coimbra julga homem acusado de violência doméstica

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Arquivo-Luís Carregã

O Tribunal de Coimbra começa a julgar na quarta-feira um homem de 30 anos acusado de violência doméstica contra a ex-companheira e que já foi condenado a pena suspensa pelo mesmo crime contra outra mulher.

O homem, natural de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, é acusado pelo Ministério Público de agredir de forma recorrente a companheira a partir de janeiro de 2019 e até agosto do mesmo ano, altura em que a vítima saiu da casa do casal e denunciou a situação às autoridades.

O arguido já tinha sido alvo de uma suspensão provisória por parte do Ministério Público por suspeita da prática de um crime de violência doméstica contra outra companheira e foi condenado em 2017 a três anos e cinco meses de prisão com pena suspensa, também pelo mesmo crime, mas contra outra mulher e a sua filha menor, refere a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Segundo o Ministério Público, o arguido viveu com a ofendida entre outubro de 2018 e agosto de 2019, sendo que grande parte do tempo viveram numa residência em Semide, no concelho de Miranda do Corvo.

A ofendida, que estava grávida desde junho de 2019, era chamada de nomes como “vaca” e “reles” pelo companheiro, que não lhe permitia arranjar trabalho, conviver com amigos e família ou sequer sair de casa sem a sua autorização, alega o Ministério Público (MP).

Para além de ter alegadamente sofrido várias bofetadas, murros e pontapés durante a relação, a ofendida também terá sofrido, por diversas vezes, o golpe intitulado de “mata leão”, com o arguido a colocar-se por trás da vítima, apertando-lhe o pescoço com o braço, tentando asfixiá-la.

Segundo o MP, num determinado dia, o arguido terá levado a ofendida para uma zona florestal onde havia uma ravina e disse-lhe: “Se alguma vez te quiser fazer mal não é preciso ir muito longe”.

Após a comunicação dos factos às autoridades, o arguido ficou sujeito a vigilância eletrónica, sendo que o MP refere que este deixou que o dispositivo de controlo ficasse sem bateria para aproveitar esse momento para sair do país, através da fronteira terrestre de Vilar Formoso.

O arguido encontra-se, de momento, a residir na Suíça.

O Ministério Público acusa o arguido de um crime de violência doméstica e um crime de detenção de arma proibida, relacionado com a apreensão de uma lanterna que também podia produzir descarga elétrica capaz de “neutralizar a capacidade motora” de uma pessoa, sendo necessária licença de uso e porte de arma.

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