Opinião: António Costa e Silva

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Justiça, Educação, Saúde, Segurança e uma Governação com estabilidade e coerência legislativa são pilares de uma sociedade atractiva para o investimento. Ninguém quer estar dez anos a dirimir com o prevaricador, com o mau pagador, com o preguiçoso. A imagem dos caloteiros, dos corruptos impunes é uma fonte de afastamento de empresas credíveis. O roubo, a falta de escrúpulos, a ausência de regras, o desrespeito das polícias é outro factor de desequilíbrio para empreendedores.
A iluminação de António Costa e Silva por empurrão do Primeiro Ministro António Costa, como antes tivemos Michael Porter, há 26 anos, a convite de Cavaco Silva e Mira Amaral e depois de António Borges por sugestão de Pedro Passos Coelho, são momentos icónicos porque nos aportam visões livres do politicamente previsível e nos abrem janelas de oportunidade. Os políticos que conseguem perceber isto são melhores que os que rejeitam fora da sua zona de conforto. António da Partex não pensa como António do PS. António da Partex acrescenta ideias e abre o leque político estruturando caminhos, sugerindo rumos para o desenvolvimento. Michael Porter apostava no tradicional e na tecnologia. Defendeu apostas no calçado, no vinho, no têxtil e sabemos bem como Portugal se impôs nestes mercados internacionais quando realmente escolheu a qualidade e a coerência criando institutos e mecanismos que acresciam vantagens. António Silva propõe estruturar os recursos, a aposta no mar, a visão das energias e da sustentabilidade. É um pensamento adulto em 2020.
Em 29 de Fevereiro de 2012 o Estado português através da Parpública contratou António Borges como consultor para um extenso programa de privatizações, inscrito no Memorando de entendimento com a troika, como a RTP e os CTT. O contrato foi assinado com a empresa ABDL L.da, uma sociedade por quotas entre António Mendo de Castel-Branco Borges e Diogo José Fernandes Homem de Lucena. Não consegui perceber se há alguma relação entre este Diogo Lucena e seu homónimo que é braço direito de António Costa, os dois muito poderosos, e ambos discretos na internet. Não me surpreenderia que fossem família.
O Portugal em que acredito envolve estes momentos de subtileza, onde a política se acrescenta com pensamento e se coloca a raciocinar. Precisamos de reformar o Estado no sentido de ter muito melhor justiça, muito mais eficientes Universidades, muito melhor Saúde e nunca esquecer – uma estimada e reputada segurança. Todas as reformas claudicam num território de conflitos sem termo, de ausência de decisão, de perpetuação de processos. A assalto a Alcochete durou apenas dois anos e isso é uma alegria. Bruno Carvalho sai ilibado muito mais depressa do que outros tardam em condenar ou libertar: Zeinal Bava, Ricardo Espirito Santo, José Sócrates, Joe Berardo, e outros, aguardam no mais descarado regabofe jurídico que pode ir até à prescrição.

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