Hotelaria de Coimbra desesperada com falta de reservas para o verão

“Tínhamos uma galinha de ovos de ouro. Fazíamos omeletes, ovos estrelados, tudo e mais alguma coisa, e, de repente, a galinha desapareceu”. O lamento é de José Madeira, presidente da Delegação de Coimbra da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que confirma Coimbra como uma das exceções na anunciada retoma da atividade turística.
Os cancelamentos continuam a chegar e as reservas, essas, são como água no deserto nas unidades hoteleiras da cidade. Segundo o responsável, nesta altura, são apenas quatro os hotéis abertos ao público, em Coimbra: Vila Galé, Tryp Coimbra Hotel, Hotel Bragança e D. Luís.
A maioria, adianta José Madeira, deverá voltar ao ativo no próximo mês de julho, ainda que estas reaberturas estejam “muito condicionadas” pelas eventuais reservas, já que “sem clientes, não vale a pena estar a voltar”.

O Hotel Oslo, de que José Madeira é proprietário, integra a lista das unidades encerradas. “Inicialmente, íamos abrir em maio, depois empurrámos para junho e agora, talvez, em julho. Os hotéis dependem de equipas e estruturas grandes e, em geral, necessitam de uma taxa de ocupação próxima dos 30/35 por cento para subsistir. Sem reservas, de facto, não faz sentido estar a abrir portas.

 

Toda a informação na edição impressa de hoje, 4 de junho, do DIÁRIO AS BEIRAS

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