Opinião: “Responder à crise”

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Nada nos podia preparar para uma pandemia desta dimensão. Se nos países asiáticos, houve uma série de doenças contagiosas que obrigaram aquelas sociedades a mudar a sua forma de organização durante períodos de tempo significativos, no ocidente já não vivíamos algo semelhante há mais de 100 anos. Doenças como a Gripe da Aves ou o SARS, foram exemplos recentes de doenças contagiosas que colocaram aqueles Estados em situações de dificuldade. Por esse motivo, a experiência adquirida foi fundamental na resposta a esta pandemia.
Aqui, no nosso hemisfério, as economias não estavam minimamente preparadas para responder a uma crise deste género e as ondas de choque são, sem dúvida, aquilo que nos vai preocupar, nos próximos anos. A crise voltará a ser uma das palavras comuns do nosso léxico. Estou certo que a Europa vai responder de uma forma diferente a esta crise. A solidariedade vai ter de imperar em tempos, em que a destruição de emprego, não é culpa de decisões ou de opções de alguém.
A nível local, é importante fazer aquilo que está ao nosso alcance. As medidas aprovadas pela Câmara Municipal, esta semana, são um sinal positivo e vão de encontro às necessidades da economia local, a curto prazo. Porém, teremos de começar a trabalhar o quanto antes, na procura de soluções que mitiguem os efeitos de uma futura crise económica e de emprego.
Do meu ponto de vista, o caminho passará por apostar em projetos semelhantes ao “Mercado de Ideias”, que promovam a criação de infraestruturas, que incentivem profissionais a localizarem-se na Figueira da Foz. Esta pandemia demonstrou-nos que muitas profissões podem ser realizadas através de teletrabalho e esta pode ser a oportunidade do nosso concelho de se tornar num destino para quem procura trabalhar num local com qualidade de vida. Aliás, é imperativo criar soluções, para que os jovens figueirenses voltem à sua terra natal, sob pena de se não o fizermos, perdermos uma parte significativa da população.

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