Opinião – Ofereçam a cana… que pescar sabemos nós!

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Fica hoje muito claro que o apoio à actividade desportiva dos clubes é determinante para a recuperação da confiança dos cidadãos.
Apesar da questão do futebol profissional ser interessante, não poderá ser objectivo de análise da minha parte, porquanto entendo ser uma modalidade diferente de todas as outras, ao que aos valores diz respeito comparativamente às outras modalidades.
Será já interessante analisar se, também por esse facto, o futebol continua a ter a importância que tinha antes na, e para a vida do comum cidadão. Mas para isso há especialistas!
Para além disso, nos escalões de formação, os problemas são comuns a todas as modalidades.
Há uma questão que ainda não foi aflorada e que poderá “dar água pela barba” aos governantes, a saber:
– se, e eventualmente no mês de Setembro e seguintes, existir a necessidade das escolas terem mais espaço disponível para ministrar aulas, será que são os pavilhões, tanto dedicados à Educação Física como à cedência aos clubes desportivos depois dos horários escolares, vão ser os sacrificados?
É que, se a pandemia não for tão fácil de debelar, e se os jovens tiverem de assistir a aulas presencialmente – o que é uma hipótese a colocar – é preciso muito mais espaço coberto.
Deste modo, tem o Ministério da Educação – rapidamente – condições de mandar construir, ou alugar pavilhões pré-fabricados para as aulas presenciais?
Não sei o que o Ministério da Educação pensa ou já pensou sobre isto. Mas sinceramente, gostava muito de saber! E os directores dos agrupamentos de escolas, já colocaram esta questão ao Ministério da Educação e a si mesmo?
Quem está a dirigir clubes e associações desportivas tem necessidade de respostas rápidas a todas as questões, dado que se poderão colocar várias hipóteses, e nenhum cenário deverá ser menorizado naquilo que irá ser a estratégia futura e comum do país.
Esta é uma matéria que me preocupa, dado que a grande maioria dos clubes desportivos não tem instalações próprias e as de escolas e municipais não são suficientes.
É que, pena eu não concordar com alguns, não há clubes a mais, mas, atletas e boas instalações desportivas a menos. Se existirem mais instalações, naturalmente os jovens aparecerão…não de varinha mágica, mas com muito trabalho. Aquele trabalho, que todos já perceberam que os dirigentes são capazes de fazer!
É que cada clube tem uma identidade própria, deveria ter um pavilhão que fosse a sua casa para desenvolver o seu trabalho responsavelmente. Quer dizer que, não se podem assacar responsabilidades aos clubes, quando têm de andar com as bolas às costas e a saltar de espaço em espaço.
Imaginem os responsáveis políticos se tivessem de andar com a secretária às costas todos os dias. Como poderiam exercer a sua actividade? É que, clubes e associações desenvolvem também trabalho público de qualidade o qual, nem sempre são reconhecidos como tal! Falo de Dirigentes, Treinadores, Pais e Encarregados de Educação que, além de pagar impostos – e bem – ainda têm de suportar uma despesa que ao Estado e às autarquias dizem respeito. Fazem-no de forma voluntária, amiga e solidária. Só desejariam, naturalmente, que o seu trabalho fosse reconhecido com políticas públicas de qualidade.
Este não é texto reivindicativo. É tão só um texto de alerta, para que todos percebam que, as crises, quando acontecem, são fundamentais para estudo a análise de futuro. Precisamos, todos, de mais espaço de trabalho…porque é aquilo que sabemos fazer!
A sério que, um pavilhão para albergar vários escalões de uma modalidade, nem é assim tão caro.
“Ofereçam a cana, que pescar sabemos nós!

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