Opinião: “Às aulas, às aulas… para bem servir”

Por muito que eu queira – e creiam-me que quero muito – não consigo ficar indiferente ao que se passa nos blocos informativos das nossas televisões.
Além do já estafado anúncio pelos pivots, hoje morreram “mais” x pessoas, até às aparições do Senhor Presidente da República em tudo o que é sítio a opinar sobre tudo, sobre nada, e sobre mais qualquer coisa que ele imagina e que eventualmente estará alojado na “cavidade do delírio”, ainda temos que gramar com o futebolês e as suas contradições.
Vamos então, muitos de nós, caminhando solitários entre o que irá ser a Educação nos próximos anos e o Serviço Nacional de Saúde versus hospitais privados, até à recuperação económica e à desfaçatez de se dar a quem não precisa.
No meio de todo este imbróglio, percebe-se que o Povo não sabia que imparidades é sinónimo de calotes…e abrem a boca de espanto!
Ah, e aquela malta que ficou a dever milhões, pediu dinheiro, não deu garantias e faliu, e quem o emprestou anda à solta? Ah, mas era assim? Era tudo à fartazana e a justiça não quer saber de nada? Ou melhor, as leis que emanam da Assembleia da República não servem para coisa nenhuma? Ah, mas afinal, para que se paga a tantos Deputados, se nem leis, daquelas que “dão” para prender gatunos sabem fazer?
Por acaso, sabiam que o Senhor Madoff foi preso e em 3 meses, sim 3 meses, foi considerado culpado e arrecadado até ao fim da vida? Ah, se não sabiam ficam a saber. Porque em todos os casos que se passaram e passam por aí, em Portugal, BES e BPN por exemplo, só o Sócrates esteve preso e o Vara ainda lá está!
Mas sim, isto são “contas de outro rosário”!
Vamos lá é ao que interessa, que isto é conversa chata!
Todos desconfiamos que a crise mundial vai estar entre nós durante alguns anos. O modo de relacionamento – vida – que tivemos até Fevereiro ninguém sabe quando vai regressar.
Por isso, é preciso acautelar o nosso futuro colectivo. Nosso, mais velhos e mais novos, ainda que a minha preocupação seja o futuro e pouco o presente. Ou melhos, o presente projectado no futuro. Assim é que está correcto.
Iremos todos viver consoante as informações que vamos recolhendo, algumas vezes, e bem, obedecendo, porque deveremos estar todos empenhados na sobrevivência do planeta.
Mas a minha maior preocupação centra-se agora nos mais novos, em idade escolar de todos os graus de ensino. Todos já percebemos que o novo ano lectivo – e eu arrisco-me a dizer, os próximos anos lectivos – irão ser completamente diferentes.
Ora, se assim todos pensamos, é natural que se apresentem propostas de desenvolvimento que permitam ao Ministério da Educação desenvolver uma estratégia diferente.
As escolas não vão conseguir ter salas de aula suficientes para todos os alunos. Não quero acreditar que a disciplina de Educação Física irá ser prejudicada por eventual ocupação dos ginásios escolares adaptados para salas de aula de outras disciplinas.
Ora, como o desporto e a sua prática é determinante para o crescimento dos nossos jovens, e sabendo que o ensino à distância irá fazer parte do quotidiano, não seria de encontrar uma forma dos praticantes das várias modalidades desportivas, com qualidades para representações nacionais, serem objecto de uma forma diferente de absorver o ensinamento dos professores?
Eu penso que sim, e há organizações que poderão e deverão ser ouvidas. Seria mais um contributo para que todos, clubes e associações desportivas se sentissem ainda mais parte da solução, porque nunca foram parte do problema.
É um desejo que se poderá tornar realidade. Como? A seu tempo se saberá. Assim queiram os responsáveis.

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