Opinião: Acabem com a histeria

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A– SARS-CoV-2, o virus causador da pandemia COVID-19, foi detectado no porta aviões USS Theodore Roosevelt em Março de 2020. No dia cinco o navio acostara no Vietnam na região de Da Nang e alguns marinheiros pernoitaram num hotel onde clientes testaram positivo. O comandante foi aguentando a situação à medida que os doentes e os positivos assintomáticos surgiam e atingiam os 100. Thomas Modly secretário da Marinha e Brett Crozier trocam e-mails confidenciais que farão história neste tema e acabarão os dois demitidos das funções. As 20 de Abril, com 95% de testes realizados, testaram positivo 678 membros da tripulação num total de 4500. A 13 de Abril morre um sargento chefe devido a COVID-19. 60% dos positivos não tiveram sintomas. Hospitalizados foram 7 e em cuidados intensivos estava 1 tripulante. Em 5 de Maio testavam positivo 1156 tripulantes, sem doença.
B– O Diamond Princess é um navio de cruzeiro que foi mandado ancorar em Yokohama a 1 de Fevereiro após um seu cliente desembarcar e testar positivo para SARS-CoV-2 numa ida a um hospital de Hong Kong. 3711 passageiros e tripulação foram colocados em quarentena. No fim de Março testavam positivo 712 pessoas ( 19,2%) do total. Concluiu-se que 46,5% dos testados positivo não tinham qualquer sintoma à altura dos testes. A 14 de Abril tinham morrido 14 pessoas do total dos infectados deste navio, tendo 13 mais de setenta anos.
C– Portugal tem um caso similar, mas num Hostel na Rua Morais Soares, freguesia de Arroios onde de 200 clientes, 138 vieram a testar positivo, sendo a população composta de imigrantes e refugiados. 136 eram assintomáticos. Dados posteriores a este “case study” não estão disponíveis para serem tratados, apenas as típicas atoardas da ignorância e do paniquismo – o que também é típico em Portugal.
Perante estes casos temos de retirar conclusões: 1- Este SARS-CoV-2 não é o vírus do fim da espécie. 2- Houve uma abordagem histérica e medrosa que se compreende perante o desconhecido, mas que não pode fazer escola para os próximos casos. 3- Os estudos e o bom senso revelavam já em meio de Abril que podíamos desconfinar “à la Sueca”. 4- Bolsonaro tem razão, embora o modo como fala lhe retire credibilidade. 5- O jornalismo necrófito (que vive de), baseado na necrófilia (violador de cadáveres), carregado de necromantes (feiticeiros de negatividade), tem uma Universidade montada na Europa. 6- A Suécia aguentou estoica e com uma cultura invejável esta pandemia. 7- A crise que nos espera: conduzidos que estamos pelos arautos do pânico, ajudados por vigaristas que se vão aproveitar dos medos para fazerem negócios, empurrados por bancos a realizar lucros pornográficos com a tragédia alheia , será a mais bruta e cega crise que aí vem se não se trava a fundo em Junho. O risco existe, está calculado, mas há que sair para o verão de cara lavada, destapada, desconfinados e sem histeria alguma. Vai haver alguns que adoecem de Covid-19, mas há muitos mais que já estão condenados por outras patologias, porque não estão a ser diagnosticados. 8- Os testados positivos assintomáticos devem fazer autocontenção e serem monitorizados.

Pode ler a opinião de Diogo Cabrita na edição digital e impressa do DIÁRIO AS BEIRAS

3 Comments

  1. Poortugues says:

    Mais um comentadeiro que esquece como estavam as Unidades de Cuidados Intensivos durante o mês de Abril, já em pleno Estado de Emergência. O confinamento evitou o descalabro do SNS e limitou as baixas, sempre inevitáveis. Qualquer abertura plena irá pulverizar o número de mortos entre os mais velhos. Está disposto a apostar os seus pais ou avós? Eu não…

  2. Poderoso Piwauwau says:

    Ainda não há dados suficientes e fidedignos para aferir das opções suecas, Sr. Diogo Cabrita. Mas é uma estratégia face a catástrofe natural (pandemia) questionável de vários pontos de vista, ainda que a acompanhar atentamente.
    Se bem que quanto a catástrofes, os humanos persistem como os primeiros do elenco da pior das catástrofes naturais: eles próprios. São uns persistentes, estes humanos. 🙂
    Portanto, agora piou mas desafinado, Sr. Diogo Cabrita.
    Quem já nada tem a perder, não tem medo. E muito menos de apostas.
    Mas quanto a apostas, pois que se apostem a si próprios, e não outros.
    Piwauwau em estado de phasing e fading out.

  3. Concordo completamente com o Sr Diogo Cabrita, é normal a histeria e sobretudo os histéricos fazerem se ouvir mais nestas situações. O tempo e a racionalidade depois da prudência que é necessário nestas situações avaliará se as medidas tomadas foram as mais adequadas e ai veremos quem foram as pessoas racionais e os histéricos, pois não haja duvidas que ouve pessoas com grandes responsabilidades que agiram como covardes histéricos em vez de com prudentes racionais que era necessário nestas situações.

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