Comerciantes de Penacova apreensivos têm esperança no verão e nos novos hábitos

Foto DB-Carlos Jorge Monteiro

A apreensão marca o estado de espírito de comerciantes como os de Penacova com a reabertura gradual dos estabelecimentos.
Zélia Carvalho recebe agora os clientes na sua Papelaria Kadernus à porta do estabelecimento, com uma mesa e uma barreira transparente. “Como está a correr o negócio?”. “Mal”, responde de imediato. “Está muito parado”, acrescenta. A gerente aponta que os clientes só se dirigem às lojas mesmo para o que é essencial e, adicionalmente, há a incerterza do próximo ano escolar.

Tânia Oliveira, por seu lado, conta que, na primeira semana, a afluência foi considerável para colmatar necessidades, por exemplo, de calçado de criança, mas com muito receio. No entanto, a segunda semana sofreu uma quebra de clientes, mas, na terceira, já parece existir mais abertura.

A funcionária da Sapataria Tânia e Filipa conta como a loja, que começou em S. Pedro de Alva, se expandiu para a vila sede de concelho, mesmo antes do início do confinamento. A loja foi comprada, o investimento foi feito e os compromissos tiveram de ser cumpridos nos últimos meses, mesmo sem receita a entrar em caixa. Para além disso, as portas fecharam com novas coleções no interior, mais investimento sem render. “Esperamos conseguir, mas não sei”, admite.

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