“Ansiamos por voltar a pôr a mão na massa”

Foto DB-Pedro Ramos

Há um ano, por ocasião das comemorações do Dia do ISEC, afirmou vontade de implementar no ISEC uma aprendizagem baseada em projetos que promovam a autonomia, recorrendo à tecnologia para ajudar os alunos a envolverem-se em questões relevantes para suas vidas. A criação de viseiras para prevenir o contágio por covid 19 é um exemplo disso?
As transformações tecnológicas atuais fizeram aumentar a procura de engenheiros mais flexíveis e com qualificações que extrapolam a especialização técnica. O que é crucial nos cursos de Engenharia é a eficiência da aprendizagem – e esta obriga a envolver os alunos na aquisição de conhecimentos e de competências por meio de um processo de investigação de questões complexas, de realização de tarefas reais e da concretização de produtos autênticos. O aluno é agente na produção do seu conhecimento, rompendo com a rigidez dos conteúdos programáticos e produzindo ciência durante o desenvolvimento dos projetos em que está envolvido. Isto só é possível pela ligação do ISEC ao mundo empresarial. A criação e produção das viseiras é disso um exemplo. São inúmeros os projetos desenvolvidos por alunos nas diversas áreas da engenharia com aplicação prática nas empresas. Não foi por acaso que empresas como a Critical Software ou a Altice aceitaram trabalhar connosco.

O ISEC suspendeu as aulas perante o risco de propagação da covid-19 junto da comunidade escolar e implementou metodologias de ensino à distância, tanto para docentes como para estudantes. Como está a decorrer esse processo?
Adequámos rapidamente as metodologias e os procedimentos para defender toda a comunidade do ISEC, transferindo o nosso ensino para as plataformas digitais. Agora ansiamos por poder voltar a “por a mão na massa”. Já estamos a preparar tudo para que os conteúdos experimentais e laboratoriais sejam feitos presencialmente. Os cursos de engenharia do ISEC, pela sua elevada componente prática, não se compadecem com “reuniões” à distância. Isso é bom para os cursos de “papel e lápis”, ou para cursos com elevada componente teórica, mas para as engenharias não chega. Naturalmente, irão estar asseguradas todas as condições de segurança exigidas nesta fase!

 

Entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS de 04/05/2020

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.