Opinião: Tirem o cavalinho da chuva

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O título tem um significado geral e generalista. Não adianta a nenhuma classe profissional, digo qualquer uma, fazer propostas irrealistas.

O agora, já é ontem. E a bem da verdade, não sabemos o que vai ser amanhã. E também bem da verdade, cada um diz o que quer, escreve o que lhe dá na cabeça, opina seguramente com dados disponíveis e naturalmente correctos, enfim, com o que tem “mais à mão”!

Eu confesso a minha total ignorância, baseando-me tão só no que eminentes cientistas, alguns deles Prémios Nobel têm dito e escrito. E por aqui me fico sem mais delongas e nenhuma opinião. Apenas ir constatando a evolução da coisa. Esperando e confiando que voltaremos à nossa vida no mais breve espaço de tempo.

Mas incomoda-me verdadeiramente, que uma classe privilegiada – a dos treinadores – afirme que, “cortes sim mas sem abusos”!

Todos sabemos que a grande maioria não consegue ser treinador profissional, tendo por isso uma profissão associada. Implica assim que, dado o valor que auferem ser tão diminuto, que o fazem por “amor à arte” e não ao dinheiro. O prazer absoluto de se dedicar a uma modalidade. Principalmente aqueles que são treinadores de escalões de formação.

Tal é comum a todas as modalidades, embora o futebol em Portugal tenha uma importância muito maior, até pelo facto de contribuir enormemente para o Orçamento Geral do Estado. É, ou era, uma indústria muito importante, dada a quantidade de pessoas que trabalham nas mais variadas funções.

O Mundo mudou. Nada mais vai como antes. Tenham consciência disso. Contratos completamente loucos acabaram, a não ser para alguns, poucos, privilegiados.

Embora no futebol ainda se possa colocar alguma hipótese dos campeonatos terminarem por efeito do cumprimento de contratos, nas outras modalidades parece-me que é para esquecer.

O que verdadeiramente me preocupa é a perda de atletas em todas as modalidades, porque todas são importantes na formação e desenvolvimento dos jovens.

A isto teremos de responder com eficiência e eficácia para continuar a fidelizar atletas. Para tanto, é absolutamente decisivo dar sinais de vitalidade.

É fundamentalmente isto que se espera e exige dos dirigentes.

Pode ler a opinião de Luís Santarino na edição impressa e digital desta sexta-feira, 3 de abril, do Diário As Beiras

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