Sentença adiada para gangue de tráfico de droga em Coimbra

A sentença dos 18 arguidos suspeitos de pertencerem a um grupo, que controlava o tráfico de crack ( cocaína solidificada em cristais) na Baixa de Coimbra, foi adiada. A leitura do acórdão estava prevista para ontem, mas o juiz presidente comunicou uma alteração não substancial de factos que levou um dos advogados a não prescindir do prazo para se pronunciar sobre essa mudança.
A alteração não substancial dos factos, segundo o juiz que presidiu ao coletivo, dizia respeito a “questões de pormenor” relacionadas no essencial com situações em que os arguidos estiveram envolvidos. Num primeiro momento todos os advogados de defesa prescindiram do prazo legal de que dispõem para se pronunciar sobre a alteração, mas depois um dos juristas acabou por fazer uso desse direito.
A próxima sessão, na qual poderá ser lida a decisão final, ficou agendada para 30 de março, às 14H00.Os 18 suspeitos, seis dos quais se encontram presos preventivamente, estão acusados pelo Ministério Público (MP) de controlarem o tráfico de crack na Baixa de Coimbra, pelo menos entre outubro de 2017 e novembro de 2018. Segundo a acusação, o grupo era “altamente organizado”, tinha “uma estrutura piramidal” e faturava cerca de 75 mil euros por mês.
A estrutura seria encabeçada por um indivíduo de 32 anos, comerciante de automóveis, de Coimbra, que “não tocava no estupefaciente”, organizando toda a atividade de longe, de forma a evitar “estar relacionado diretamente” com a droga.

Toda  a informação na edição impressa de hoje, 4 de março, do DIÁRIO AS BEIRAS

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