Covid-19: Turismo do Centro e empresas admitem quarentena em hotéis

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D.R.

A Turismo do Centro e a associação empresarial da Figueira da Foz admitiram hoje o acolhimento de pessoas em quarentena em hotéis, com uma contrapartida financeira do Estado, para ajudar à sobrevivência do setor.

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, disse à agência Lusa que, devido à pandemia da covid-19, se verifica “uma tendência para fechar tudo” na área da hotelaria em Portugal.

Em Macau, para travar o contágio pelo novo coronavírus, o governo local transformou vários hotéis em centros de quarentena para quem regressa ao território, que foi administrado por Portugal até à sua integração na China, em 1999.

No sábado, mil pessoas encontravam-se em quatro hotéis a cumprir um isolamento de 14 dias, informaram nesse dia as autoridades da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), anunciando que iriam estar disponíveis mais dois estabelecimentos.

“É uma medida positiva”, comentou Pedro Machado, defendendo que “algumas unidades hoteleiras” nacionais, por decisão do Governo e com contrapartidas, “poderiam assumir” idêntica missão em Portugal.

Além do “ressarcimento financeiro” das empresas, a medida, se for tomada em caso de necessidade, poderia também “acautelar um espaço de segurança para os profissionais de primeira linha” do combate à pandemia, designadamente das áreas da saúde e da segurança, referiu.

“Os hotéis [em Portugal] estão praticamente vazios”, enfatizou à Lusa um cidadão português residente em Macau, preconizando que o Governo de Lisboa siga esse exemplo, pagando o isolamento de pessoas em quarentena nos hotéis.

“O Estado também não iria pagar os quartos ao preço normal. Bastava que cobrisse os custos”, segundo o mesmo cidadão, que vive há várias décadas em Macau e que pediu para não ser identificado.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), Nuno Lopes, tal medida “pode ser uma mais-valia no sentido de cobrir os custos” de funcionamento dos hotéis convertidos em centros de quarentena.

Por outro lado, “responde à necessidade de camas do país”, apoiando ao mesmo tempo empresas que “neste momento estão numa situação crítica”.

“Poderá ser uma das soluções” para as dificuldades do setor, desde logo na Figueira da Foz, cidade balnear do distrito de Coimbra onde o turismo já sofre os efeitos da pandemia da covid-19, disse Nuno Lopes.

O empresário lembrou que o estado de emergência em vigor no país já contempla essa possibilidade.

“Vejo com bons olhos uma medida assim”, acrescentou Nuno Lopes, ao ressalvar que o Estado “já o pode fazer sem pagar nada” aos donos.

Em Portugal, há 33 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

Dos infetados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

3 Comments

  1. Poortugues says:

    Mas vamos ter aviões a chegar todos os dias de pessoas?
    As quarentenas cumprem-se em CASA!!!
    Excepto casos pontuais, que dois ou três hotéis no país todo poderiam cobrir, esta notícia não faz qualquer sentido.

    Por favor ! Deixem de chorar a porcaria do dinheiro! Estamos perante uma situação muito grave a nível mundial e continuamos a ver toda a gente a olhar para o próprio umbigo e a chorar subsídios.

    • Não costuma ser assim tão emocional, ó amigo. Controle-se.
      A situação é realmente muito grave, mas pense que os pássaros têm agora mais oportunidade e sossego para fazerem a corte, com tanto silêncio e acalmia. Ocupe-se com a audição dos sons da natureza , com os chilros. Vai ver que acalma.
      Este exemplar não é lusitano.


    • Prudentia says:

      Para clarificar, olhe que não estou a incitá-lo à audição dos chilros em campo aberto. Pode fazê-lo mesmo das janelas da sua muito aprazível casinha. Isto, claro está, podendo e devendo estar de quarentena.
      Por certo, o amigo também se preocuparia tão genuinamente com a minha condição de saúde ou outra qualquer condição minha, bem como com a dos outros e outras, e nada sugeriria ou diria ou escreveria que a fizesse danar, arruinar. Pois não, ó amigo? O amigo não é funesta pessoa. Nunca terá sido molesto à vida de ninguém, pois não, ó amigo? Aqui o nosso amigo é substancioso e justo mesmo em ásperas conjunturas, que eu sei que sim.

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