Covid-19: Instituto de Engenharia de Coimbra cria modelo de óculos e viseira para profissionais de saúde

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O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai produzir um modelo de óculos e viseira em impressoras 3D que protege os profissionais de saúde envolvidos na triagem e tratamento da pandemia da covid-19.

“As primeiras centenas vão ser oferecidas ao Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) a partir de quarta ou quinta-feira”, disse hoje à agência Lusa Mário Velindro, presidente daquela instituição de ensino superior.

O ISEC desenvolveu um suporte “que pode servir só de óculos ou apenas de viseira, ou as duas coisas”, acrescentou o responsável, salientando que o modelo foi concebido por docentes e investigadores no seu Laboratório de Biomecânica Aplicada.

Trata-se de módulos integráveis, de baixo custo e rápida produção através de fabrico aditivo, com recurso a impressão 3D FDM (fabrico por fusão de filamento), bastante ergonómicos, adaptáveis a qualquer rosto, de fácil montagem e reutilizáveis.

Os óculos protegem os olhos, enquanto a máscara protege a boca e o nariz. O topo é fechado na zona de contacto com a testa, impedindo a passagem de aerossóis, gotículas ou pó.

“Trata-se de um sistema de proteção versátil que pode ser utilizado por médicos, enfermeiros e paramédicos como óculo de proteção ou evoluir, na mesma configuração, para viseira de proteção”, afirma Mário Velindro.

Segundo o responsável, o ISEC inicia a produção esta semana nas suas instalações, recorrendo a três impressoras 3D de alto rendimento, com capacidade para produzir 50 conjuntos por dia.

“O meu receio é o de que o material falte, mas, para já, temos quantidade suficiente para produzir mais de 500 unidades”, sublinha.

O ISEC, que tem estado em contacto direto com os Serviços de Manutenção dos CHUC, está também “de prevenção” para apoiar o fabrico de componentes especiais que se avariam, como por exemplo nos ventiladores respiratórios.

Nos últimos anos, o ISEC “tem apostado fortemente no desenvolvimento tecnológico na área da saúde, concebendo e desenvolvendo meios de diagnóstico mais precisos, assim como novos e mais eficazes meios de apoio à terapêutica”, frisa Mário Velindro.

“Temos feito uma grande aposta na investigação, no âmbito dos nossos cursos de engenharia e, em particular, no Laboratório de Biomecânica Aplicada e nos ciclos de estudo na área da engenharia biomédica”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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