Semáforos nas passadeiras ajudam peões mas “empatam” condutores

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A Câmara de Coimbra iniciou, no verão passado, o reforço da semaforização de passadeiras em algumas das principais avenidas da cidade com fluxos elevados de trânsito e noutros pontos do concelho considerados problemáticos. O objetivo da autarquia é aumentar a segurança pedonal dos peões, procurando reduzir a sinistralidade rodoviária, mas há quem considere excessivo o número de passadeiras semaforizadas, alertando para os impactos negativos na fluidez do trânsito e na paciência dos condutores.

Nestes últimos dias, estão a ser instalados mais três sistemas de passadeiras semaforizadas na zona da avenida Mendes Silva e um outro na rua Cónego Urbano Duarte, sendo estes os mais recentes atravessamentos semaforizados na área urbana, em que os peões podem acionar o semáforo para atravessar em segurança.

Para a Câmara de Coimbra, os semáforos estão a ser instalados em passadeiras de ruas onde os acidentes, incluindo atropelamentos, em alguns casos com vítimas mortais, têm sido mais preocupantes. De acordo com os últimos dados disponibilizados pela Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR), dos 21 acidentes com registo de mortos ou feridos graves, no concelho de Coimbra, nove corresponderam a atropelamentos.

Mais de duas dezenas de passadeiras
A empreitada iniciada em pleno verão do ano passado, num investimento municipal de 237.413 euros, incluía a semaforização de mais de duas dezenas de passadeiras, em vias consideradas mais problemáticas.

As primeiras instalações aconteceram na Avenida Emídio Navarro, com duas passadeiras junto ao Parque Manuel Braga e outra perto da estação Coimbra A. Seguiram-se a Rua Miguel Torga (Cidral), com quatro passadeiras semaforizadas: junto à Maternidade Daniel de Matos, ao acesso à CCDRC, na continuação das escadas da Rua Fernão Lopes e no seguimento do caminho dos Loios.

A Rua do Brasil ficou com mais quatro travessias semaforizadas, nomeadamente junto aos cruzamentos com a rua dos Combatentes da Grande Guerra, com a travessa dos Combatentes da Grande Guerra, com a ladeira das Alpenduradas e na passadeira junto ao Colégio de S. Teotónio.

Pode ler a reportagem completa na edição em papel desta quinta-feira, 20 de fevereiro, do Diário As Beiras. Em baixo pode visualizar o mapa que acompanha a publicação. 

Infografia Ricardo Silva/Carla Fonseca

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