Rally de Portugal: Evento “âncora” que potencia a região Centro no mundo

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Arquivo-DB-Pedro Ramos

O Rally de Portugal regressou, em 2019, às estradas da região Centro.

Depois de 18 anos de ausência do principal campeonato da FIA, a prova, cuja organização nacional é do Automóvel Club de Portugal (ACP), veio, como se diz na gíria, “para ficar” e, em 2020, entre 21 e 24 de maio, sobretudo nos dias 21 e 22, a emoção dos bólides do WRC (World Rally Championship-Campeonato Mundial de Rali) volta a contagiar a região Centro, numa organização que, para além de ter o apoio da Turismo Centro de Portugal, “abraça” os municípios de Coimbra, Arganil, Góis, Lousã e, num aguardado regresso, de Mortágua.

No total, 14 municípios do Centro e Norte do país, bem como duas entidades de turismo, a Turismo Centro de Portugal e Turismo do Porto e Norte de Portugal, assumem o compromisso de voltar a organizar uma prova que é classificada, entre os amantes dos ralis, como uma das melhores e mais espetaculares de todo o campeonato WRC. Em 2020 são 13 provas, nos cinco continentes, com a corrida em terras lusas a ser a quinta etapa do mundial (eram 14, mas o Rali do Chile foi cancelado).

Retorno de 31, 7 milhões
A competição muda a região Centro e dá-lhe uma visibilidade que poucas provas desportivas conseguem. Cerca de 31,7 milhões de euros de retorno financeiro para os quatro municípios do distrito de Coimbra envolvidos na edição de 2019 (Coimbra, Arganil, Góis e Lousã), a que se juntam estadias médias superiores ao normal para a altura do ano (final de maio/início de junho – a prova em 2019 foi disputada entre os dias 30 de maio e 2 de junho).

Num retorno financeiro proveniente de residentes, não residentes, equipas e organização, os municípios da região tiram dividendos positivos por acolherem o WRC, numa divulgação da região que chega aos cinco continentes. “Investimos cerca de 600 mil euros em 2019 e tivemos um retorno direto superior a 31 milhões de euros. O mais importante é verdadeiramente a capacidade deste evento gerar receitas para a região Centro”, enalteceu o presidente Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, que não teve dúvidas em considerar o Vodafone Rally de Portugal como “um evento âncora para região e pelo qual nos iremos bater dentro e fora de portas”.

Pode ler a reportagem e consultar a análise, os dados e os gráficos provenientes do estudo ““Impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal 2019 na Economia do Turismo e Formação da Imagem dos Destinos: Centro de Portugal” na edição em papel desta segunda-feira, 10 de fevereiro, do Diário As Beiras, num trabalho especial que também lhe mostra os números que marcam aquilo que é para muitos “o melhor rali do mundo”

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