Opinião – Sonho Meu, Sonho Meu

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Gostaria hoje de recordar que a autoestrada mais cara de Portugal, é a que liga a Cidade de Coimbra à Cidade da Figueira da Foz. Parece-me a mim que, foi só por mero acaso! Aliás, foi tão por acaso e com a complacência de todos nós, que nunca baixaram o preço.
Aliás, segundo diziam uns rapazes, os “patós” de Coimbra mamam tudo e ainda se riem!
Tanta piada achámos, achámos, leram bem porque eu também faço parte do rol dos tão complacentes que, passados uns anos, alguém decidiu arrancar uns carris e nunca mais esse alguém, ou outro alguém, se predispôs a recolocar! Mas tudo continuou como dantes; sem carris, sem metro…mas com o dinheiro a continuar a sair do bolso dos contribuintes!
Ah, também não sejamos assim tão injustos. Vão lá meter uns autocarros com um nome pomposo, acabando de vez com a possibilidade de Coimbra ser capital regional, em detrimento ninguém sabe de quê nem de quem!
Carris, para motivar e estimular cidadãos a viver na nossa região, isso não. Isso é que era bom! Então a “patozada” não queria mais nada?
Fazendo uma resenha – até de samba seria melhor – sobre as últimas lideranças distritais, é “de andar aos tombos”!
Sonho meu, sonho meu, vai buscar quem mora longe, sonho meu…deveria ser o nosso hino. A Maria Betânia que nos perdoe!
Tudo de Coimbra se vai. Até a estrutura do desporto, que mereceria da parte dos responsáveis distritais uma maior atenção, tanto pelas instituições de ensino superior como do elevado número de clubes e modalidades desportivas onde sobressai a Associação Académica de Coimbra, desapareceu como por encanto para outro distrito. Ficou uma delegação. Já não é mau!
Hoje, fazendo o rol de aselhices dos líderes distritais e alguns concelhios, Coimbra está numa situação periclitante. Nem a discussão do aeroporto do centro proposto pelo Presidente Manuel Machado, vai determinar uma renovada forma de pensar o Centro do país, por efeito de um completo desaparecimento de lideranças.
O desrespeito das várias lideranças de Lisboa por Coimbra, e o ajoelhar da “criadagem” local e distrital, deverão ser julgadas em tempo útil.
A nossa sorte é que nada se trata nem nasce por geração espontânea. Senão, um dia destes, dividiam-nos entre norte e sul desrespeitando a nossa história colectiva.
Todos sabemos que a região de Coimbra é a mais rica de Portugal. Por isso, juntam-se os que sabem disso, e por tal, fazem alianças contra todos nós.
É o que temos. Mas que proximamente todos, de todas as cores, deveremos mudar.

 

Luís Santarino escreve à sexta-feira, semanalmente

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