Opinião: Até parece que a coisa corre

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Nada tenho contra a forma como as sociedades se organizam. Cada País e cada Povo assume a responsabilidade sobre o seu presente e futuro.
Só que, os cidadãos, mesmo com vontade de mudar, esbarram sempre com várias determinantes dos sistemas.
Uns, porque são ditaduras e por tal esventram a liberdade de pensamento, e outros, mesmo que em democracia, “adquirem algumas consciências” como suas para limitar a intervenção cívica.
Para quem viveu em ditadura, não sabendo se o seu companheiro de mesa seria um bufo sem escrúpulos, a democracia é uma benção, apesar de muitos – porque está ainda em fase de crescimento e construção – continuarem a condicionar formas de pensamento.
Sempre fui muito céptico quando se iniciou o complexo sistema da globalização. Achava ontem, como acho hoje, que se alavancou no lucro e não nas pessoas. Pior, iniciava-se um processo de exploração nos países subdesenvolvidos geridos por uma classe política incapaz.
Para além de incapaz, porque a ditadura é um sistema incapaz e castradora da iniciativa individual, determinou uma fraquíssima evolução das sociedades onde o sistema impera.
Apenas e só, serviu para tornar ainda mais pobres quem se desejava libertar, e mais dependentes os países que não conseguiam nem conseguem sair da dívida acumulada e cada vez maior.
Estamos longe de ter um mundo que respeite o comum do cidadão. Muito longe mesmo. Porque o poder corrompe.
É verdade que a liberdade sem educação é um bem perigoso, ainda que existam formas reguladoras de a tornar o centro de toda a evolução.
É o que se espera agora num mundo em convulsão e sem saber “lá muito bem” o que vai ser o futuro próximo.
Os sinais são maus. Muito maus mesmo. Mas pelo que se ouve, até parece que a coisa corre!

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