Hugo Almeida: “Aos 12 ou 13 anos estive para desistir do futebol”

Foi 121 vezes internacional português, dos sub-16 à seleção A, e fez 51 golos com a camisola das “quinas”. Mas, antes disso, Hugo Almeida esteve quase a deixar o futebol para se ficar pelo futebol de praia… uma das paixões que não espera deixar tão cedo.

Entrevista completa na edição impressa de hoje, sábado, do DIÁRIO AS BEIRAS

Quase 30 anos depois de tudo começar, porque decidiu acabar a carreira? Já não dava mais?
Tenho um problema nas costas, tenho os discos gastos perto da bacia e tenho bastantes dores diariamente. Isso impossibilitava-me de fazer muitos dos treinos durante a semana e, depois, ao fim de semana, não era opção de início e jogava cinco ou 10 minutos.
Um jogador quer sempre dar o seu melhor e eu sempre fiz uma carreira bonita e digna, apreciada por toda a gente, e custava-me bastante. Achei que era o momento, não ideal, porque nunca há um momento ideal, mas foi o momento certo, até tendo em conta a proposta que o presidente me fez.

Tinha sonhos diferentes para a sua despedida? Coisas que ficaram por fazer?
Não ficou nada por fazer. Sonhos ficam sempre.
Gostava de ter acabado a carreira com 200 golos e não consegui. De resto, estou de consciência tranquila e limpa.

Vamos voltar 30 anos para trás. Foi naquele rinque no Bairro da Celbi, à frente de sua casa, na Figueira da Foz, que tudo começou?
Esse rinque não existia ainda. Começou nos campos da escola, depois nos sintéticos à beira da praia. E o grande amor pelo futebol começou pelas brincadeiras com os meus colegas.
Uns começaram a jogar e puxaram os outros.

Chegou a ir ver jogos do seu pai? Lembra-se dele a jogar?
Sim, lembro. O meu pai é basicamente como eu. Quer dizer, eu é que tenho a estrutura dele. Era um avançado poderoso, como eu, e ainda o apanhei alguns anos a jogar, mais nos veteranos, mas ainda o vi.

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