Opinião: Afonso de Albuquerque III

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Quem ganhou as eleições foi o partido do voto em branco ou abstenção – 48%.

O futuro Governo engloba todos os partidos e se a primeira hipótese for considerada inconstitucional, mais inconstitucional será a englobar só um partido que tem demonstrado que só pensa em si e em ampliar o servilismo e inverdade, para sustentáculo do poder.

A título de exemplo, um Governador Civil de Bragança tinha um carro já velho, em bom estado, dos apreendidos. O que lhe sucedeu não foi muito ambicioso, pois contentou-se com a aquisição de um Alfa Romeu e de um Mercedes. Ter-lhe-ia faltado a verba, senão, teria adquirido também um helicóptero.

Ainda em Bragança, o hospital funcionava impecavelmente. Veio um novo director, não médico, mas de nomeação, e pôs de lado todos os não seus para colocar os seus. Isto é o que continua a acontecer e a agravar-se. Chamam a isto democracia.
Não os assustará, com receio de ser implantada, a definição que eu dou (e que só ela me contenta)? Democracia é permitir e poder actuar em consonância com a própria consciência, isto é, valores.

Quais serão os valores desta democracia? Pelo que verifico, para os herdeiros do marxismo / leninismo, é servir-me a mim próprio e/ ou dominar e os outros que se lixem. Trata-se de gastar desmesuradamente para agradar ao povo, conquistar o seu voto, sem prever as consequências.

Antes do 25 de Abril, as notas tinham escrito “ouro”. Agora, para ser verdadeiro, deveria constar “dívida”.

Conto ainda que, a pedido dos colegas, fui director do Hospital da Misericórdia de Pombal, assim como seu cirurgião e ortopedista. O Estado dava todos os 200 contos. Para evitar esta dependência, comprou-se um aparelho de raio-X de 500 mil amperes, para dispensar a participação do Estado. Após a revolução, ao final do ano, dos 200 contos de dependência, passou para 7.500 contos. Nota: Na altura, um Renault dos pequenos custava 38 contos.

Que fazer? – interrogo-me. Será que o êxito de Centeno na dívida não será uma burla? Os milhões que anuncia para melhorar a saúde chegarão para pagar as dívidas em atraso, de pagamento aos credores?

Senhores deputados, não aprovem o Orçamento antes de a Comissão de Saúde da Assembleia da República – que tem o imperativo de ser neutra – percorrer os hospitais e os postos de saúde para saber o que acontece ou estará a acontecer.
Sejam neutros e deixem os cómodos assentos e regalias de deputados. Ouçam quem vos elegeu. Nem sabemos quais serão os nossos deputados e como encontrá-los e alertá-los para o que está a acontecer. É esta a verdade insofismável.

Um Governo de solidariedade ou salvação nacional, presidido pelo Presidente da República. Como Primeiro-ministro, o presidente ou secretário-geral do partido mais votado e os outros ministros ou secretários de Estado obedecendo ao mesmo critério.

Mas que seja um Governo de austeridade, com redução de deputados. Os governantes, muito menos que os actuais. Nem pensar no proposto pelo actual Primeiro-ministro.

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