Igreja católica deve confiar mais na população jovem

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Padre João Chagas acredita que os portugueses irão surpreender em 2022

O responsável do Vaticano pela Jornadas Mundiais da Juventude, padre João Chagas, considerou ontem em Coimbra que a Igreja tem de confiar mais nos jovens. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS à margem das Jornadas de Formação Permanente da Diocese de Coimbra, que decorrem até amanhã no Seminário Maior de Coimbra, o prelado reconheceu que o problema atual da falta de adesão dos jovens à mensagem de Deus pode ser transformado numa oportunidade para a Igreja.
Para alterar este paradigma, o responsável do Vaticano defende que se deve “amar mais os jovens, confiando neles, fazendo com que eles sejam também protagonistas (da mensagem de Deus)”, afirmou. Um dos exemplos dado é o de aproveitar a felicidade de um jovem, devido à mensagem cristã, para “contagiar mais jovens”. “O processo de evangelização faz-se por contágio de alegria, de testemunho de vida, de coerência. Já se dizia no passado que as palavras comovem, mas o testemunho é que arrasta as pessoas”, afirmou.
Sobre a organização portuguesa das Jornadas Mundiais da Juventude em 2022, o prelado acredita que Portugal tem enormes potencialidades para surpreender os milhares de jovens esperados na capital portuguesa. “Surpreendam-nos, não só ao Vaticano, mas também aos milhares de jovens que se deslocarão nessa altura a Portugal”, afirmou.

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One Comment

  1. A mensagem de felicidade parece-me muitíssimo boa ideia. Sempre é mais útil que uma mensagem de desespero e depressão. Embora haja quem tenha boas razões em sua vida própria, de ordem prática, para isso… Atenção, que decerto o Vaticano não pretenderá arrastar as pessoas para a ignorância. Por isso mesmo, todos os dogmas de fé poderiam ser sujeitos ao escrutínio da Lógica. Justamente para se alcançar coerência. A juventude contemporânea responde bem ao conteúdo imagético. É mais cómodo que queimar a pestana com grandes alfarrábios. Será então qualquer coisa como isto…?


    Ui… Ui… Ui… E daí, talvez não seja muito boa ideia…Talvez coerência não seja aqui a melhor palavra, salvo se devidamente desambiguada, nem tampouco a melhor opção. Talvez um discurso pedagógico acerca da importância da distinção entre conhecimento, crença e fé, e do papel que a espiritualidade possa eventualmente desempenhar na harmonização da humanidade, seja o mais relevante para cativar os jovens. Não vá o Sr. Pe. João Chagas encontrar um dotado juveníssimo como o Sr. Giordano Bruno, pelo seu caminho de evangelização…

    Para quem gosta muito de alfarrábios, sugere-se Vita di Giordano Bruno da Nola, autoria de Domenico Berti, edição de 1868, que, para quem realmente interessado, facilmente se consegue encontrar sem incluir ida ao alfarrabista físico.

    Mas o propósito do Sr. Pe. João Chagas é seguramente nobre e de muito boa intenção. 🙂

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