Câmara de Mira quer análises periódicas da Vala Real

A fiscalização da qualidade dos recursos hídricos da Vala Real, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente, é uma das pretensões do Município de Mira, que o presidente da câmara, Raul Almeida, transmitiu ontem a Mariana Silva.
A deputada à Assembleia da República pelo Partido Ecologista Os Verdes (PEV) esteve na manhã de ontem no concelho, não só para abordar a temática das descargas de efluentes com o executivo camarário, mas também para participar num debate sobre violência doméstica e no namoro, na Escola Secundária Maria Cândida.
Raul Almeida explica que a autarquia quer análises mensais ou semestrais à Vala Real, nomeadamente, análise a quatro pontos à qualidade da água.
Em causa está o problema ambiental e de saúde pública (nas palavras do grupo parlamentar) causado pelas descargas de efluentes não tratados na Vala Real.
Esta situação, que já se verifica há alguns anos, tem sido acompanhada pelo PEV, sublinha Mariana Silva.
Entretanto, no início de dezembro de 2019, a Águas do Centro Litoral (AdCL) anunciou a construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Cochadas (Cantanhede), com o propósito de fazer face à sobrecarga do sistema no intercetor sul, que está na origem da necessidade de descargas na Vala Real. Com a nova estação das Cochadas, as águas residuais do concelho de Mira vão ser, por seu lado, encaminhadas para a ETAR de Ílhavo.
Mariana Silva contou que, na reunião de ontem, tomou conhecimento da construção da nova ETAR, cujo concurso público da empreitada deverá ser lançado no mês de fevereiro (segundo o Município de Cantanhede).

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