Bispo de Coimbra apela à unidade no Ano Jubilar

A abertura do Ano Jubilar de Santo António e dos Mártires de Marrocos encheu ontem a Igreja do Mosteiro de Santa Cruz com uma cerimónia carregada de simbolismo e emoção.
A celebração, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes, marcou o arranque do Ano Santo com uma procissão até à “Capela Jubilar”, preparada especialmente para o efeito na antiga capela lateral dos Mártires de Marrocos, situada no interior da igreja.
Num momento de grande simbolismo, D. Virgílio Antunes abriu a Porta Santa, local que marca o ponto de referência da peregrinação àquele templo onde Santo António estudou cerca de cinco anos e foi ordenado sacerdote.
No interior da capela está agora uma imagem de Santo António com o hábito crúzio, e ainda uma tela com a representação do martírio dos franciscanos em Marrocos e os bustos com as relíquias dos protomártires franciscanos.

Construir uma cidade
e um mundo de paz
Falando de “um Ano Jubilar que enche de alegria toda a comunidade diocesana”, D. Virgílio Antunes referiu que o momento “mostra a força transformadora do mundo que habita em nós quando movidos por ideias, grandes e nobres, nos entregamos às causas maiores focados no bem dos outros, na paz e na justiça, na liberdade e no respeito pela dignidade humana”.
“O Jubileu oferece-nos a graça necessária para que, livremente, entremos pela via da conversão pessoal do sonho da Humanidade que é o sonho de Deus”, afirmou o Bispo de Coimbra. Apelando a que o exemplo de Santo António e dos Mártires de Marrocos “nos inspirem a construir uma cidade e um mundo de paz, alicerçados em valores humanos, na liberdade religiosa, no intercâmbio cultural e na fraternidade universal”, D. Virgílio Antunes referiu-se a Santo António como “uma figura que tem força para unir pessoas, instituições e perspetivas”.
A missa solene foi animada por um coro formado por membros de várias paróquias da diocese, acompanhado por instrumentos de sopro e percussão. Para o momento, o organista João Henriques compôs a inédita “Missa para o Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos”. Foi também ontem entoado pela primeira vez o “Hino Jubilar”, da autoria de Sílvio Vicente.

Notícia completa na edição impressa de hoje

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