Alargamento da urgência e centro oncológico de Viseu mobilizam população

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Três centenas de pessoas concentraram-se ontem à tarde no Rossio de Viseu para exigir a concretização rápida das obras de alargamento do serviço de urgência e a criação do prometido centro oncológico no Hospital S. Teotónio.

“Vamos lutar. Se for necessário fazer dez concentrações destas iremos fazê-las”, garantiu aos jornalistas Fernando Bexiga, presidente da Liga de Amigos e Voluntariado do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV), que convocou a concentração de hoje, com o apoio da Comunidade Intermunicipal e dos municípios da região.

O novo concurso público para as obras de alargamento e remodelação das instalações da Urgência Polivalente do Hospital S. Teotónio, que representa um investimento de 6.460.627 euros, foi publicado na quinta-feira em Diário da República.

No entanto, segundo Fernando Bexiga, “não basta assinar despachos ou lançar concursos”, o Governo tem de agir.

“Ao longo dos anos, o poder central promete, realiza cerimónias de lançamento de obras, descerra placas. Mas, quando chega a hora, ou não há dinheiro, ou não há vontade política para realizar”, lamentou.

Fernando Bexiga lembrou que houve outro concurso e havia dinheiro, mas, como a autorização para o arranque das obras demorou dois anos, “como teve outras obras e os preços aumentaram, a empresa não pode sustentar a construção”.

“Esperemos que isto não volte a acontecer”, frisou.

No que respeita à criação do centro oncológico, o presidente da Liga de Amigos disse que “só há uma placa, já gasta”, que foi colocada em 2017.

“O atual hospital de dia oncológico não merece este nome, porque, infelizmente, o sofrimento a que assistimos naqueles corredores é indigno”, lamentou.

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