Pouca luz e muita aflição em Montemor

Nas freguesias de Montemor-o-Velho, poucos foram os que dormiram descansados na noite de quinta para sexta-feira.
Em Pereira, a falta de luz, a partir das 21H00, obrigou os habitantes a recorrerem às infalíveis velinhas, enquanto esperavam que o “vento terrível” desse tréguas.


Ao lado, os vizinhos de Formoselha também não estavam melhor. Lurdes Ramos e Otília Rolim, de 83 e 88 anos, respetivamente, testemunharam, ontem, a aflição vivida durante a madrugada. “Foi medonho. Eu só rezava… Parecia que o vento ia arrancar o telhado. Até pedi à minha filha que viesse dormir comigo”, relatou Otília, a quem valeram as velas para suplantar a falta de eletricidade.


Na manhã desta sexta-feira, a equipa do DIÁRIO AS BEIRAS confirmou os testemunhos daquela comunidade, encontrando, entre Santo Varão, Formoselha e Pereira um rasto de destruição espelhados em árvores caídas, estradas e habitações inundadas e um território coberto de água e lama.

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