Património amplia classificação das Ruínas da Bobadela em Oliveira do Hospital

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A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) vai propor ao Governo a ampliação da classificação como monumento nacional das Ruínas Romanas da Bobadela, em Oliveira do Hospital, segundo um anúncio publicado hoje no Diário da República.

“Congratulamo-nos com esta decisão da diretora-geral do Património Cultural”, Paula Araújo Silva, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino.

A iniciativa que Paula Silva vai apresentar à secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, “resulta de uma proposta da câmara e visa reforçar a aposta que este município vem fazendo na preservação e dinamização da outrora importante cidade romana de Bobadela”, recordou o autarca independente, eleito pelo PS.

A intenção da DGPC tem “fundamento em parecer de 17 de março de 1997 do conselho consultivo do então Instituto Português do Património Arquitetónico e Arqueológico, que mereceu despacho de autorização do então ministro da Cultura”, em 27 de abril do mesmo ano.

“As Ruínas Romanas, que agora têm um moderno centro interpretativo que proporciona ao visitante a interpretação da verdadeira importância cultural, geográfica e política de Bobadela no contexto histórico de uma época, têm vindo a atrair cada vez mais visitantes e são hoje um ponto de visita obrigatória para os estudiosos do período romano”, salientou José Carlos Alexandrino.

Situadas na freguesia da Bobadela, no concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, as ruínas foram classificadas como monumento nacional nos derradeiros meses de vigência da Monarquia Constitucional, através de um decreto publicado no Diário do Governo, em 23 de junho de 1910.

“Os elementos relevantes do processo (fundamentação, despacho, planta com a delimitação do sitio classificado e da respetiva zona geral de proteção (ZGP) e da proposta de ampliação e da respetiva ZGP) estão disponíveis nas páginas eletrónicas” da DGPC e da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), estando o processo administrativo original disponível para consulta, mediante marcação prévia, na sede da DRCC, na Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, em Coimbra, de acordo com o Diário da República.

A consulta pública tem a duração de 30 dias úteis, devendo as observações dos interessados ser apresentadas na DRCC, que se pronunciará no prazo de 15 dias úteis.

Nos meses de dezembro e janeiro, segundo José Carlos Alexandrino, decorrerão novas escavações arqueológicas no monumento da Bobadela.

“Estamos muito confiantes quanto aos resultados, porque os trabalhos vão decorrer numa zona muito próxima do arco romano, que era a porta de entrada para aquele importante fórum”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal, que também lidera a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

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