Opinião – Trabalhem mais e não inventem!

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Basta que façam melhor as funções , que se deixem de jogos políticos que impedem que os processos de descentralização evoluam e que se perguntem porque é que as decisões não são mais rápidas, seja a aprovação de um projeto de investimento, seja de uma informação, seja de uma verdadeira análise sobre os que os cidadãos pretendem ou mesmo, seja a coragem de inquirir cidadãos e empresas sobre a qualidade dos seus serviços.
Concordo que o Presidente da CCDRC seja eleito no âmbito do Conselho Regional, em lugar de ser nomeado, mas este maior ou menor sucesso, não pode fazer caminho para eleições regionais e mais órgãos políticos intermédios, com governos regionais como existem na Madeira e Açores. Nós não precisamos de regionalização para termos um Estado melhor e mais eficiente. Precisamos que haja descentralização, precisamos que os autarcas façam o seu papel melhor, no nível de base, e percebam, mesmo, quais são as necessidades dos territórios, para fazerem diferente no nível sub-regional e metropolitano. Precisamos de inovação na gestão pública. Precisamos de sentir que há estratégia municipal e regional, para além da coleta dos fundos comunitários.
No congresso de autarcas , pelos vistos, a maioria deles acha que o caminho para o desenvolvimento é regionalizar. Respeito , mas discordo em absoluto. Sabemos também que este governo só não avança mais porque o Presidente da República é completamente contra esse desiderato.
No entanto, também sabemos que este Governo, na sua “sabedoria” de comunicar e de contar com a colaboração de muita comunicação social, vai fazer de tudo, neste seu caminho de engrossar “a coisa pública”. Há aqui claramente uma tendência marcadamente ideológica que o Estado deve ser omnipresente, o Estado deve controlar tudo e que o Estado é que faz bem.
O caso mais gritante é o da Saúde onde a ideia da Senhora Ministra é criar um SNS só com o Estado, mesmo que isso implique gastar mais e diminuir a qualidade dos serviços que se prestam às pessoas. Precisamos mesmo de alternativas políticas que se imponham porque este caminho só nos vai deixar ainda mais para trás. Nestes últimos anos, depois da casa arrumada em clima de emergência, com a economia global a crescer, Portugal, dentro da União Europeia cresceu menos do que os países com os quais concorre. A austeridade acabou, mas o Estado português nunca arrecadou tantos impostos. Bem sabemos que agora até temos o maior governo da nossa história democrática, para contentar o maior número possível de camaradas, mesmo que nada de relevante aconteça.
Como não há muito para fazer, a não ser ir passando uns orçamentos, dando umas benesses para se aguentarem, a ideia que marca a agenda política, é criar regiões. Se não fosse tão sério, daria vontade de rir. Por favor, trabalhem e não inventem!

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