Opinião: Ao Reitor e ao Presidente da Câmara

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Magnífico Reitor, desejo-lhe boas festas, extensivas à Universidade de Coimbra, a quem lá trabalha e a quem a serviu, que bem as merecem ou merecerão. Mas não posso entender como é que o Magnífico Reitor não me recebe e me cumprimenta muito fugidiamente. Nem há tempo para a troca de duas palavras…

Vou começar por fazer perguntas. Não é obrigatório que dê respostas por escrito, mas seria imperioso que me ouvisse, que pensasse e que respondesse apenas após maduramente reflectir e não eivado de partidarice ou que, ressentido, o fizesse tardiamente.

Penso que seria útil para o ensino, investigação e governação, dado que tenho 90 anos, uma vida altamente preenchida, desde estudante, profissional e até acumulada com a de político.

Primeira pergunta: como mandar e ser mandado? É dar o exemplo, ou seja, exigir lealdade, trabalho e competência e julgar com compreensão e tolerância. É ser intransigente com a deslealdade, pois tem assomos de traição. Eu tenho assim procedido em toda a minha vida.

Segunda: o que é inteligência? Todas as definições deverão estar correctas. Não as procurei no dicionário, mas, a que passo a dar, é a que mais me satisfaz. Inteligência é repensar o passado, pensar o presente, para abrir os caminhos do futuro. Oiça os porta-vozes do passado.

Terceira: quais são os componentes das Ciências do Bem-estar ou Harmonia? É o movimento (o desporto), as artes( materialização da alma, do espírito e dos sentimentos) e o trabalho (para se poder adormecer tranquilo, desfrutar mais tranquilo e, ainda, ir para o trabalho tranquilamente).

Por favor, atenda o meu pedido, mesmo que nenhuma novidade lhe ensine. Pelo menos fico tranquilo por o ter feito, ou tentado.

Senhor Presidente da Câmara, Excelência, será que está assim tão ocupado que não tem tempo para me receber? Creio que teria muito a ganhar.

O pedido foi feito directamente através de dois dos seus colaboradores mais próximos, por mensagem e nem sinal. Agora, faço-o através do jornal Diário As Beiras. Não se trata de deslealdade, mas de frontalidade e de fraternidade.

Então, eu que fui Porta-voz da Assembleia Municipal de Coimbra pelo PPD, Presidente da Assembleia Municipal de Alfândega da Fé e a quem Coimbra muito deve pela construção do novo hospital, centro da medicina portuguesa (dito por um professor de cirurgia da Universidade de Lisboa, aliás, convidaram-me para ir para lá como professor).

Que criou o maior serviço de ortopedia da União Europeia (e que ficava entre os de melhor qualidade). Começou com 49 camas e uma sala de operações duas vezes por semana. Deixei 350 camas e 15 salas de operações. Era um serviço que tinha todas as subespecialidades. Hoje, está em agonia.

Será que o Senhor Presidente não se preocupa com o sofrimento do povo que o elege e ajuda a lutar contra a inépcia que está a ocorrer? Não o preocupa o facto de Coimbra ter menos 40 mil habitantes do que já teve que estão a ir para Lisboa ou a emigrar, por falta de trabalho ou emprego?

Não o preocupa o estado de degradação dos edifícios da Avenida Sá da Bandeira (em que se incluem os Correios e a Manutenção Militar)? Não o preocupa como estão os edifícios das fábricas como a Triunfo, que dava emprego a 300 operários. Continua a dormir descansado… Sem insónias…

Desperte. Ouça todos e seja o porta-voz do despertar e reerguer de Coimbra. Não é pedir de mais. Deixe-se de exclusão partidária, de partidarice.

Oiça e pense. Ou oiçam e pensem.

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