Opinião – A GEOPOLÍTICA da semana

01 Dez DOMINGO WINDHOEK As eleições na Namíbia, o presidente Hage Geingob foi reeleito mas com números muito menos expressivos, do que nas eleições de 2014. Geingob obteve 56% dos votos. Já a SWAPO, o partido histórico de Sam Nujoma e que tem governado o país desde a independência, obteve para o parlamento 63 lugares ( 65,5%), não conseguindo uma maioria qualificada que lhe permitisse avançar para uma revisão consti-tucional.

02 Dez SEGUNDA VALETA O primeiro-ministro Joseph Muscat da República de Malta anuncia que renunciará ao cargo em janeiro próximo, após o escândalo do jornalista assassinado, cedendo à pressão dos malteses, que se manifestam nas ruas da capital pelo assassínio do repórter investigador Daphne Caruana Galizia, em 2017. O Partido Trabalhista, do primeiro-ministro, vai abrir um processo de eleições internas para eleger um novo líder a partir do próximo dia 12 de dezembro.

03 Dez TERÇA PEQUIM A China e a Rússia, através dos seus presidentes, Xi Jinping e Vladimir Putin, inauguram gasoduto em videoconferência. As relações económicas entre a Rússia e China nunca estiveram numa fase tão positiva. O gasoduto histórico vai transportar gás natural da Sibéria para o nordeste da China ao longo de uma rede que no total terá mais de três mil quilómetros. O custo do Power of Siberia, está avaliado pela Gazprom, em 55 mil milhões de dólares.

04 Dez QUARTA LONDRES A OTAN reuniu-se na capital do Reino Unido, festejando os seus 70 anos. A cimeira manteve a habitual controvérsia entre alguns dos seus pares, nomeadamente, entre o presidente dos EUA, o imprevisível Donald Trump e o seu homólogo de França, Emmanuel Macron. No entanto, os líderes dos 29 países da NATO conseguiram ultrapassar as suas divergências num comunicado conjunto final, onde estabelecem um compromisso de ajuda comum perante as novas ameaças.

05 Dez QUINTA PARIS A greve geral em França paralisou parcialmente o país. Os sindicatos saíram à rua para contestar uma proposta de lei, a reforma do sistema de pensões. Mas esta eventual alteração do sistema de reformas vai tocar a todos. O maior impacto da greve foi nos transportes, tornando difícil chegar ao trabalho, abrir as escolas, ter acesso às urgências dos hospitais, ou mesmo utilizar os bombeiros. Em Paris e Nantes as manifestações geraram violência com a polícia.

 

a acompanhar durante  a próxima semana

Hong Kong – Uma semana depois das eleições de Hong Kong, os cidadãos voltaram às ruas e afirmaram que o movimento está longe de terminar.

Teerão – Um protesto contra um aumento nos preços da gasolina se transformou-se em manifestações generalizadas, mas a repressão sistemática continua.

Luanda – Angola preside ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana, na reunião na capital angolana perspetivou-se a resolução de alguns conflitos em África.

Washington – A câmara dos Representantes dos EUA, vão propor o Impeachment ao Presidente Donald Trump, aguarda-se a reação do Senado.

Viena – O petróleo teve uma ligeira subida, devido ao corte na produção da Rússia, espera-se em abril próximo novos cortes na reunião da OPEP, em Viena.

Lisboa – Benjamin Netanyahu e Mike Pompeo encontraram-se no hotel Intercontinental em Lisboa. Prevê-se desenvolvimentos no apoio dos EUA às estratégias israelitas.

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