Opinião – Uma terceira via!

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A Académica, ou melhor, os sócios da Académica estão metidos numa “camisa de 11 varas”!
Em discurso direto, há quem diga que, se não existir SAD a Académica.oaf fica insolvente. Há outros que questionam a SAD, no sentido de que, a existir uma SAD “abrasileirada” sem a AAC.oaf controlar o capital, o risco não é a insolvência mas o desaparecimento. Ou no limite, recomeçar nos campeonatos distritais.
Colocadas estas duas hipóteses nos dois pratos da balança, alguém dirá; e porque não uma terceira via?
Ora aí está a confusão ao rubro. Porque afinal, duas forças entrincheiradas em convicções – poucas – poderão ficar reduzidas a coisa nenhuma. Porque afinal, todos têm medo e nenhum receio. Porque receio, já era e foi!
Chegados aqui, no campo das hipóteses, acho que até já pensadas por todos, resta saber de o Presidente lhe apetece continuar, tem vontade, ou, se, os restantes membros da direcção estão convictos que a proposta da SAD passará incólume.
Porque, passar uma proposta de SAD com a Académica.oaf esfarrapada será o princípio do fim.
Ouvi algures que um banco de nacionalidade brasileira desejava comprar “o” Académica e o objectivo era fazer a “trasfega” – não sei se foi este o termo usado – de jogadores e com isso obter lucros.
Não tendo nada contra o lucro, dado que sem lucro as organizações não funcionam, questiono é se esse lucro será para colocar a Académica.oaf nos lugares cimeiros na Liga Profissional!
A “ser assim”, questiona-se: “a não ser assim, há alguma cláusula que permite à Académica.oaf romper com o banco brasileiro? Vai existir, nessa mesma cláusula, alínea “número qualquer coisa”, que deverá estar inscrito um valor como garantia bancária que será denunciada e reverte de imediato para a Académica.oaf se os objectivos não forem cumpridos”?
Porque, parece-me, tem de haver uma garantia legal, seja ela qual for, que garanta que a nossa Instituição simplesmente não desaparece e será ressarcida por má gestão ou gestão danosa.
Hoje, a Direcção da AAC.oaf e o seu Presidente devem estar a esfregar as mãos de contentes com o manifesto hoje publicado. Não precisaram de fazer a sua defesa e a dos seus propósitos. Com a “ganância” – conhecida de alguns elementos que o subscrevem – em ter algum protagonismo antagónico, e sobretudo para marcar terreno – qual terreno, se até hoje não tiveram terreno nenhum! – ou mesmo, “colar-se” no futuro a uma solução que embora desagradável os possa levar a ver bom futebol, não apresentaram nenhuma solução, antes, intenções alicerçadas em coisa nenhuma.
Percebo o voluntarismo e as boas intenções, ou mesmo boa intenção, mas nada de substancial acrescentaram à discussão. O Vazio!
Mas vamos ao que interessa. Por fim.
A Direcção, sujeita a uma derrota, não tem margem de manobra e dever-se-á demitir.
Ora, a ser assim, o Presidente da Assembleia-Geral deverá providenciar de imediato uma Comissão, Administrativa chamemos-lhe, de modo a gerir os destinos da Instituição por alguns meses, dado que o “poder não pode cair na rua” nem no vazio!
Haverá muito campeonato para disputar, muito trabalho a desenvolver, um futuro a preservar.

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