“Tentativa de suicídio é uma forma de expressão extrema do jovem pedir ajuda”

FOTO DR

Isolam-se. Crescem com uma mágoa invisível que os consome. Mas chega sempre o dia em que pedem que alguém olhe por eles e os tire daquele labirinto. São jovens – crianças ou adolescentes – que, numa “forma de expressão extrema”, cometem tentativas de suicídio, muitas vezes sem intenção de morrer. São casos reais que chegam, com cada vez mais frequência, às urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC).

A realidade não é nova: o impacto da crise na saúde mental das crianças e dos jovens fez disparar exponencialmente as consultas de pedopsiquiatria. “De 2012 a 2015, a tipologia dos casos mudou. Foi o tempo da crise económica: muitas famílias no desemprego, pais a emigrar, mães que ficavam sozinhas com os filhos, famílias que tinham que entregar a casa ao banco porque não tinham como pagar.

Ou seja, houve uma convulsão social imensa. Isso teve consequências nas crianças e nos adolescentes, com o aumento dos consumos de droga, de álcool, de violência doméstica… tudo. Foi um flagelo autêntico”, refere José Garrido, diretor do serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico de Coimbra.

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