“Só agora consigo falar sobre aquele dia sem chorar”

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FOTO DB/JOT’ALVES

Quando a mudança é forçada e fraturante, as antigas rotinas transformam-se em nostálgicas recordações.

É das memórias de uma vida simples que o fogo não apagou que Aida Sousa (56 anos), a filha Rita Frade (32), o marido, João Frade (65 anos) e a sogra, Olívia de Miranda (86 anos) alimentam a chama da esperança no recomeço da vida
O dia 15 de outubro de 2017 era, para aquela família do Areal, localidade próxima da vila de Mira, um domingo igual a tantos outros.

O casal e a filha, uma das três descendentes de Aida e João, a única que vive com os pais, saíram, a seguir ao almoço. O dia estava atipicamente quente para a época, mas nada fazia prever que aquele domingo ficaria para sempre gravado na memória coletiva dos mirenses.

O fogo florestal que deflagrou em Quiaios, Figueira da Foz, acabou por alastrar a Mira. As chamas atingiram 26 casas e várias empresas, dizimaram cerca de 70 por cento da floresta do concelho e mataram animais. Não houve vítimas humanas a lamentar. A habitação daquela família do Areal foi uma das que foram destruídas.

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