Seis vacas mortas durante uma semana a céu aberto em exploração pecuária

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Os cadáveres de seis vacas que morreram numa exploração pecuária em Covões (Cantanhede), e ali permaneciam amontoados, a céu aberto, há mais de uma semana, foram removidos ontem.
A operação de remoção foi efetuada, como determina a lei, pela SIRCA – serviço de recolha oficial de cadáveres de animais, acompanhada por funcionários da Direção Geral de Veterinária e da Câmara de Cantanhede, e por militares da GNR.
Ao que foi possível apurar, a exploração pecuária em causa, em Covões, é um ponto de trânsito de animais, que são vendidos para outras quintas, e terá sido sequestrado, no fim de agosto, pela Direção-Geral de Veterinária, depois de detetarem que ali existiam alguns animais sem brincos identificados. Esta decisão de sequestro impede o trânsito de animais e obriga-os a permanecer na exploração pecuária, em situação precária , o que pode levar à morte dos animais e constituir um risco para a saúde pública.
Quando um animal de uma exploração pecuária morre, o proprietário tem 12 horas para contactar a CIRCA. De acordo com a GNR, neste caso de Covões, de facto, a empresa de recolha de cadáveres de animais já teria estado no local, para retirar as vacas. Contudo, esta operação envolve custos, que o proprietário não estaria disposto a pagar. Na sequência de contactos desenvolvidos com o Ministério Público, foi decidido avançar ontem com a remoção dos cadáveres das seis vacas, sendo os custos imputados ao processo.
Quarta-feira, alertada pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a Câmara de Cantanhede reforçou as diligências que já tinham sido efetuadas pelo presidente da Junta de Freguesia de Covões, junto do SEPNA-GNR, para que os cadáveres dos animais fossem removidos, por configurarem “um verdadeiro atentado à saúde pública”.

 

Toda a informação na edição impressa de hoje, 18 de outubro, do DIÁRIO AS BEIRAS

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