PS ganha em Coimbra, retirando um deputado a PSD/CDS-PP

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FOTO DB/CARLOS JORGE MONTEIRO

O PS venceu no distrito de Coimbra nas eleições legislativas de ontem, com 39,02% dos votos e 5 deputados eleitos, mais dois que o PSD, que ganhou em 2015 coligado com CDS-PP, quando estão todas as 155 freguesias apuradas.

Nas anteriores legislativas, a coligação PSD/CDS-PP venceu com 37,18% e quatro mandatos, seguido do PS com 35,28%, também com quatro eleitos, enquanto Bloco de Esquerda teve 9,89% e um deputado, mandato que mantém nestas eleições.

Foi uma noite difícil, em Coimbra, para os partidos à direita do PS, que se tornou o maior partido do distrito, com o PSD a perder um deputado para os socialistas, enquanto o CDS-PP ficou sem representação parlamentar.

O PS, cuja lista era encabeçada pela ministra da Saúde, Marta Temido, teve uma vitória clara, elegendo cinco deputados, acentuando uma tendência que já vinha das legislativas de 2015.

Os socialistas cresceram dois pontos percentuais em relação a 2015, atingindo um histórico resultado de 39,02%, suficiente para recuperar o quinto deputado, perdido há oito anos para PSD/CDS-PP.

Os socialistas pintaram de rosa o mapa eleitoral do distrito, deixando apenas escapar os concelhos de Cantanhede e Mira, onde o PSD conseguiu vitórias mais pequenas do que aconteceu em 2015 e, sobretudo, em 2011.

O Bloco de Esquerda teve também uma subida em linha com o que aconteceu no resto do país, crescendo quase dois pontos percentuais que foram suficientes para confirmar a presença de José Manuel Pureza, mas não chegaram para um segundo mandato.

O BE teve pela primeira vez um deputado por Coimbra em 2009, ao eleger o professor universitário José Manuel Pureza, que em 2015 voltou ao parlamento, pelo mesmo círculo eleitoral.

O PSD, que em 2011 tinha conseguido eleger cinco deputados, ficou-se agora por apenas três, numa lista encabeçada pela advogada Mónica Quintela. Há quatro anos, no âmbito da Coligação Portugal À Frente, PSD e CDS-PP tinham elegido quatro deputados, os mesmos que o PS.

A noite foi particularmente má para o CDS-PP, cuja lista era encabeçada pelo chefe de gabinete de Assunção Cristas, o ex-jornalista Rui Lopes.

Os centristas conseguiram apenas 3,49% dos votos no distrito, menos de metade do resultado de há oito anos. Em 2015, os deputados eleitos pela PAF eram todos sociais-democratas, mas o CDS-PP apostava forte na eleição de Rui Lopes.

A CDU ficou também distante de eleger um representante, tendo perdido mais de dois pontos percentuais em relação a 2015.

Pelo seu lado, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quase triplicou o resultado de há quatro anos, atingindo 2,63%, resultado insuficiente para eleger um representante.

O Aliança de Pedro Santana Lopes, uma figura com ligações ao distrito, devido à sua passagem pela Figueira da Foz como presidente da câmara, teve um resultado dececionante, não atingindo sequer um ponto percentual.

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