Presidente da Câmara de Cantanhede envia carta de protesto à ministra da Saúde

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Os problemas que Cantanhede vive no setor da Saúde motivaram a presidente da Câmara Municipal a escrever e enviar uma carta à ministra da Saúde, em que manifesta “profunda preocupação relativamente a vários problemas” que, neste setor, “se arrastam há demasiado tempo no concelho”.
Desde o impasse que se vive nos serviços hospitalares até à falta de médicos nas Unidades de Saúde Familiares (USF) e nas extensões de saúde, o teor da missiva foi dado a conhecer à Assembleia Municipal no final do mês passado, mas Helena Teodósio fez questão de só o tornar pública depois das eleições.

“Desinvestimento” no Rovisco Pais
A autarca começa por alertar para “o incompreensível e inaceitável desinvestimento do Ministério da Saúde no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro (CMRRC) – Rovisco Pais, o que se está a traduzir no esvaziamento dos serviços e a consequente perda de capacidade de resposta”.
Além da redução do número de internamentos, devido à escassez de recursos humanos, a interpelação a Marta Temido enfatiza os atrasos na anunciada empreitada de requalificação e adaptação do edifício do Hospital de Hansen”, bem como das obras na lavandaria do SUCH – Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que funciona nos edifícios do Rovisco Pais.

Hospital Arcebispo
João Crisóstomo
Por outro lado, Helena Teodósio insiste na necessidade de estabilizar o quadro de pessoal do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, “sobretudo do corpo clínico, de modo melhorar os serviços e otimizar o bloco operatório, devendo ainda ser rapidamente adotadas medidas que ponham cobro à escassez de valências cirúrgicas e à oferta limitada de consultas de especialidades”.
Helena Teodósio quer “resolver, urgentemente, a falta de médicos nas Unidades de Saúde Familiares (USF) e nas extensões de saúde”, lamentando que a ARS – Administração Regional de Saúde do Centro não responda à necessidade de mais três Postos de Atendimento de Cuidados de Enfermagem onde realmente fazem falta. E sublinha: “Esta resposta social criada e financiada pela autarquia ao abrigo de um protocolo que envolve também as juntas das freguesias que não possuem extensões de saúde, tem proporcionado, desde há vários anos, um atendimento de proximidade às populações mais distantes dos serviços de saúde”.

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