Opinião: Um ministro e um sindicato a mais!

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Lamentavelmente, os sinais de alerta que foram “distribuídos” ao longo dos últimos anos – já lhes perdi a conta – pela sociedade, no que à escola dizia respeito foram sistematicamente ignorados. Ou então, nem percebidos. Inclino-me mais para esta última hipótese. Mau demais!

Ontem mesmo, pasme-se, fruto da bandalheira a que chegou o ensino em Portugal, uma professora, ao tocar no ombro de uma aluna para lhe dizer para passar para o caderno diário o que estava escrito no quadro, foi admoestada pela aluna, tendo-lhe sido feito o aviso, afirmando: Ó Professora não me toque. Está-me a agredir! Eu vou fazer queixa!

Terá deixado a escola de ser uma Instituição de bem? Direi eu que, os factos que ocorreram ao longo do tempo assim o determinam.

A própria gestão escolar deixou de ter como objectivo a formação dos alunos. É objecto de lutas eleitorais internas e a procura de parceiros institucionais sem mérito.

Ou seja, é apenas um local físico, a grande parte das vezes sem as condições mínimas para o trabalho, sem que haja da parte dos responsáveis monitorização e avaliação.

Os responsáveis pela educação já se deveriam ter demitido, tal a desgraça que tem sido propalada e propagada, sem que se vislumbre uma medida eficaz para colocar um ponto final no estado em que se encontra a educação.

O Senhor Ministro da Educação está a mais…e já faz muito tempo!

Uma desgraça, direi eu!

Da mesma forma e tão grave como os responsáveis públicos, o movimento sindical tem-se comportado única e exclusivamente como um “arrecador de receitas”, um reivindicador de proveitos financeiros perdidos.

Profundamente lamentável a falta de solidariedade para com um Professor que “perdeu a cabeça” e agrediu um aluno que se portou mal na sua aula. Afirmar, como justificação para não lhe dar solidariedade, que não seria um Professor profissionalizado, é no mínimo de baixo nível! Mas é o nível a que nos habituou. Também não admira, porque já não sabe o que é leccionar há muitos e longos anos. O próprio, e outros próprios!

Do mesmo modo, uma Professora agredida por um rapazola de 14 anos, neste caso profissionalizada, também não teve a solidariedade, nem institucional, nem sindical e nem dos próprios colegas.

Estão assim, alunos, pais, funcionários, professores, e sociedade, entregues a um conjunto de decisores e influenciadores de decisores sem categoria para ocupar lugares de responsabilidade.

Do mesmo modo, parece que o medo se instalou na classe dos Professores porque não existem vozes dissonantes. Ou então, não será medo, mas, antes, acordo tácito com essa gente.

A ser assim, começo a ter pena, porque a pior coisa que pode acontecer a um País, é ter os professores acabrunhados e rebaixados a todas as malandrices que lhes querem fazer.

Hoje será de uma maneira, mas amanhã será mais grave!

É assim, desta forma simples, que começam os radicalismos.

Depois queixem-se!

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