“Há excesso de burocracia no Parlamento Europeu”

Foi eleita deputada europeia este ano. Como está a ser a experiência?
Está a ser boa. Logo no início, após a tomada de posse, fui nomeada vice-coordenadora do grupo para a pasta da Economia e Assuntos Monetários. O grupo parlamentar está a dar espaço e apoio à juventude. Tem sido um bom desafio, que me permitirá ter um mandato relevante. Há sempre muitas solicitações e às vezes torna-se difícil de gerir, mas faço um balanço muito positivo.

Quais as principais dificuldades nesta fase inicial?

Eu já vivia em Bruxelas há dois anos, a integração não foi um problema. A dificuldade maior foi, talvez, a adaptação a todos os procedimentos do parlamento, que é uma instituição muito burocrática, seja em questões mais administrativas ou mais políticas. Vejo no setor privado mais facilidade em desbloquear obstáculos.

O excesso de burocracia é um problema que devia ser revisto?

Sim, julgo que sim. Há um choque digital… Vamos ver o que conseguiremos fazer neste âmbito, na nova legislatura. São também algumas dificuldades de principiantes. O facto de 60 por cento do parlamento ser caras novas exige aqui um período de transição.

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