“Docentes e investigadores da FCTUC afirmam-se no panorama internacional”

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É difícil gerir uma faculdade com a dimensão da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que é uma das maiores do país?
Nunca é fácil gerir uma organização que envolve pessoas, em especial, quando se congregam formações em áreas razoavelmente distintas e com perspetivas de evolução diferentes. Mas uma adequada resposta coletiva a esse desafio constitui, na minha opinião, uma das forças da FCTUC. Sermos capazes de fazer evoluir em direções convergentes os esforços e respostas de todas as formas distintas de olhar para os desafios da ciência, tecnologia e da formação das gerações seguintes contribuirá para uma ainda maior afirmação da qualidade do trabalho desenvolvido na FCTUC. Agora, apesar de todos partilharmos esta visão de evolução, naturalmente divergimos na forma de a executar. O esforço coletivo consiste em encontrar as direções comuns para, a partir daí, fazermos mais e, especialmente, melhor.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) é uma das faculdades de referência. Neste percurso, a investigação tem sido uma das vertentes privilegiadas?
Sem investigação nem sequer podemos falar de ser uma Universidade! É um dos pilares essenciais do que define uma Universidade. Os docentes e investigadores da FCTUC têm-se afirmado no panorama internacional, recolhendo o reconhecimento não apenas da comunidade científica, mas também dos parceiros na indústria para quem a inovação é um aspeto fundamental para a permanência no mercado.

Neste momento, é importante para a FCTUC fazer um ajustamento da oferta formativa?
A oferta formativa de uma Universidade tem de estar em constante evolução, especialmente no que diz respeito aos ciclos de estudos mais avançados. Nos ciclos de entrada no ensino superior a legislação nacional impõe alguma rigidez, mas a FCTUC tem em fase de acreditação o lançamento de uma licenciatura na área das Ciências de Dados, uma dos temas emergentes em tempos mais recentes, dada a capacidade atual de recolher enormes quantidades de informação.A formação em áreas de engenharia está a ser reformatada também por imposição legal que extingue os mestrados integrados. A atual organização da oferta formativa ao nível de 2.º ciclos necessita de alguma reflexão: uma boa parte da oferta tem origem na análise efetuada aquando da implementação do processo de Bolonha em Portugal. A forma como os estudantes olham para a continuação dos seus estudos tem evoluído com direções que variam em função da área científica.

A abertura à comunidade e a prestação de serviços especializados podem considerar-se apostas ganhas na FCTUC?
Essa aposta nunca estará ganha. Apesar disso, a FCTUC tem tido uma muito boa prestação a este respeito. Basta olhar para o número de projetos e parcerias que envolvem empresas e instituições fora do meio académico.

Pode consultar a entrevista completa na edição impressa desta quarta-feira, 16 de outubro, do Diário As Beiras 

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