Câmara da Guarda avança com Passadiços do Mondego

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 A Câmara Municipal da Guarda vai iniciar brevemente as obras de construção dos Passadiços do Mondego, no vale do Mondego, após a atribuição do visto do Tribunal de Contas (TdC), anunciou hoje o seu presidente.

“O TdC acabou de nos informar [Câmara Municipal] que concedeu o visto ao projeto dos Passadiços do Mondego”, permitindo que a autarquia avance com a obra que é “um anseio da Guarda e da região”, disse à agência Lusa o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro.

Segundo o autarca, com a atribuição do visto do TdC, o município irá “iniciar as obras brevemente”.

“O território vai beneficiar com o início das obras que calculamos que possa acontecer no mais curto espaço de tempo, porque os contratos com a empresa estão assinados. Com o visto do TdC, o iniciar das obras é uma questão logística”, adiantou.

O projeto representa um investimento superior a três milhões de euros, admitindo Carlos Chaves Monteiro que o mesmo esteja concretizado “no prazo de um ano e meio ou, no máximo, de dois anos”.

O trajeto dos Passadiços do Mondego desenvolve-se nas margens do rio Mondego, nas proximidades da cidade da Guarda, ao longo de um percurso com cerca de 11,5 quilómetros.

Os passadiços, que ficarão a 15 minutos da cidade, integrarão um percurso que inicia na aldeia de Videmonte, passa na aldeia dos Trinta, em Vila Soeiro e termina na barragem do Caldeirão.

O percurso integrará travessias de pontes, zonas de ‘slide’ e zonas culturais e aproveitará grande parte dos caminhos já existentes.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Guarda, o plano abrange áreas como o geossítio do Mocho Real, antigas fábricas de lanifícios e de produção de eletricidade (Central Hidroelétrica do Pateiro), entre outros locais, beneficiando as freguesias de Videmonte, Maçainhas, Meios, Trinta e Corujeira, Mizarela e Aldeia Viçosa.

Com a construção dos passadiços no rio Mondego, Carlos Chaves Monteiro acredita que o município irá “potenciar muito mais a capacidade de atração ao território”.

“É uma obra estruturante para a valorização do território e vem criar uma lógica de desenvolvimento turístico para um espaço geográfico que tem características únicas e próprias”, disse à Lusa.

O responsável aludiu à recente aprovação da candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para referir que a obra dos Passadiços do Mondego “vai potenciar e é potenciada pelo reconhecimento da UNESCO”.

Para o autarca trata-se de “um grande projeto para a Guarda, para a região e para o todo nacional”.

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