Reitor da UC critica “concorrência desleal” no acesso às verbas para investigação

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O reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, lamentou ontem a “situação inaceitável” que se vive nas candidaturas ao financiamento dos centros de investigação. Segundo o docente, o momento é de “concorrência desleal” e explicou porquê: “quando se abre um projeto com verbas nacionais e conseguimos obter financiamento, deparamo-nos com a situação de sermos obrigados a reapresentar o projeto para que estes obtenham financiamento dos programas operacionais”.
“Já entrou na cabeça dos decisores nacionais a ideia de que os fundos de convergência não são para convergir, mas sim para complementar o Orçamento de Estado. Uma situação que eu acho inadmissível”, afirmou o responsável na sessão de abertura da conferência sobre “Financiamento do Ensino Superior”, que decorreu ontem na sala 17 de Abril do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
De acordo com Amílcar Falcão, esta questão levanta-se, por exemplo, quando uma equipa de Lisboa e uma equipa de Coimbra concorrem, em conjunto, a um financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. “Assim que é aprovado, a equipa de Lisboa pode avançar com o processo, enquanto a equipa de Coimbra tem de submeter, de novo, o projeto a fundos comunitários, o que leva a que só possam iniciar o trabalho sete a oito meses depois”, disse.
Para Amílcar Falcão, esta situação leva a que haja um atraso no desenvolvimento do projeto, levando a que “as pessoas mais válidas sejam contratadas antecipadamente pela equipa que abre primeiro o concurso”.

Toda a informação na edição impressa de hoje, 25 de setembro, do DIÁRIO AS BEIRAS

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