Opinião – Um compromisso de cidadania

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Tu contas! Tu podes fazer a diferença! Imaginemos que os eleitores decidem castigar um partido político, como também podiam optar por não entrar numa determinada superfície comercial. Os cidadãos através das suas redes sociais abandonavam a gasolineira X e ostracizavam a loja H. Estas manifestações colectivas estão muito relacionadas com o emocional, a imagem do agressor, o escândalo de uma afirmação, a descoberta de uma contradição gigantesca. A rede social está carregada desses momentos.
Agora pensemos o PS de Coimbra – não outro, só este. Um grupo onde o nepotismo candidata sogros e genros, projecta filhos e irmãos, lança para cargos de decisão familiares, esquecendo competências e estratégias e até desenho de ideias.
O PS de Coimbra é tudo aquilo que gostávamos de varrer do nosso futuro. A cidade que projectou um Hospital Pediátrico para uma cidade de um milhão de habitantes onde jazem milhões de euros de desperdício e de materiais que nunca saíram de caixas. Um PS que deixou abandonados espaços públicos sem fim no centro da cidade: Velho Pediátrico, Manutenção Militar, Quartel General, antigas escolas, velhos centros de saúde. Não vendem, não entregam, mas enchem de ratos e lixo. Um PS que acabou com o Hospital dos Covões para verter inoperacionalidades físicas, urbanísticas e estratégicas no CHUC. Maiores e mais listas de espera, pior gestão de recursos, insatisfação a rodos. Tudo com o silêncio cúmplice de vendilhões de juntas e de deputados do distrito. Um amontoado de funcionários da política que se não forem eleitos vão ter que fazer pela vida.
Esta dureza é pior se observarmos o que fica por fazer: retirar a cadeia do centro da cidade, construir soluções habitacionais para estudantes numa estratégia de cidades universitárias, resolver a enormidade das listas de espera dos nossos doentes, aferir dos resultados das decisões avançadas e que parecem ter sido péssimas para todos, ajudar a resolver a beira rio, exigir o pagamento a horas dos contratos do Estado, reduzir impostos e defender o fim do pagamento das estradas do Interior e para o Interior. Um comboio esquecido para a Lousã. Comissões de estudo eternas com ordenados de príncipes. Uma cidade sem representação em ligas desportivas profissionais de seja o que for reflecte na sua montra a falta de empreendedorismo e de opções de negócio.
A Académica é apenas uma amostra do que já acontecera ao Conimbricense, ao Olivais, ao União. Não há dinheiro, não há palhaços. Se não há investimento colocam-se faixas nas janelas.
A Universidade que tanto estimamos é também um caso de falta de visão: não há incentivo ao desporto mediático, ao apoio de atletas, o Teatro Gil Vicente apaga-se na sua importância cultural. Coimbra abaixo de 500 no ranking universitário preocupa-se com fatias de carne de vaca. Os HUC preocupados com custos baixaram o fluxo de água nos autoclismos e retiraram as piassabas. Bolas! Possivelmente a Câmara e a Reitoria não conversam, mas não percebem que carecem de se unir. Um imperativo para Coimbra era castigar com zero deputados este PS, demonstrar que “o povo e os trabalhadores”, os estudantes e os seus arrendatários, a cultura e a saúde, o desporto e as colectividades, estamos cansados, estamos desgastados e queremos outra gente, outro futuro para a nossa saúde, outra aposta para o nosso distrito, um PS que renasça das cinzas do presente, que queimaríamos em fogo farto neste 6 de Outubro. Nesta opção até podemos escolher a geringonça e a não geringonça mas castigar a inércia e a falta de caminho seria uma lição nacional dada por Coimbra aos partidos.

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