Opinião – Geopolítica da semana

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Domingo, 8 setembro, Moscovo – Nas eleições para o conselho da capital da Rússia, o Partido Rússia Unida de Vladimir Putin teve um desaire muito considerável. O resultado foi um sucesso para a oposição, nomeadamente os seguidores de Alexei Navalny, refletindo um crescente descontentamento na capital. Antes das eleições, a Rússia Unida ocupava 40 dos 45 assentos no conselho da cidade, com uma larga maioria. As votações finais deram, apenas 25 lugares ao partido de Putin.

Segunda, 9 setembro, Hong Kong – Continuam os protestos, naquela ex-colónia Britânica, apesar de o Governo do território ter retirado a polémica lei que permitia a extradição para a China de opositores do regime. Milhares de manifestantes protestaram em frente ao consulado americano e nas ruas. Exigem mais mudanças democráticas e a libertação dos manifestantes presos. Diversas fontes políticas consideram a maior crise que o presidente Xi Jinping já teve de enfrentar.

Terça, 10 setembro, Londres –  Parlamento britânico trava eleições antecipadas e é suspenso sob gritos dos deputados de vergonha. A Câmara dos Comuns rejeitou, pela segunda vez, o pedido de Boris Johnson para realizar eleições antecipadas. A moção obteve 293 votos a favor e 46 contra, mas falhou o limiar de dois terços exigidos para pôr fim à legislatura e convocar eleições. O primeiro-ministro prometeu que irá ao Conselho Europeu de 17 de Outubro para negociar um acordo.

Quarta. 11 setembro, Bruxelas –  A eleita presidente da Comissão da UE, Ursula Von der Leyen cumpre a promessa e apresenta a sua equipa paritária, tendo aceitado os nomes designados pelos Estados membros para a Comissão. É o primeiro executivo da história da União Europeia que conta com uma composição paritária de 14 homens e 15 mulheres. O cargo de Alto-Representante para a Segurança e Política Externa, será o ministro dos negócios estrangeiros de Espanha, Josep Borrel.

Quinta, 12 setembro, Telavive – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, promete anexar parte da Cisjordânia, o Vale do Jordão e os territórios palestinianos junto do Mar Morto, se for reeleito nas próximas eleições. Este plano tem o apoio da administração de Donald Trump, e fará parte das promessas às legislativas, como proposta do partido Likud do primeiro-ministro às eleições agendadas para o próximo dia 17 de setembro, traduzindo-se em apoios da direita.

 

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