Opinião: “A geopolítica da semana”

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O mundo a semana passada

01 Set. DOMINGO KIEV Os governos Russo e Ucraniano procederam à troca de prisioneiros, ao abrigo de um acordo entre Moscovo e Kiev. Esta guerra civil esquecida na Europa de leste, já conta com mais de 10.000 mortos e trata-se de um conflito armado entre as forças separatistas das autodeclaradas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, pró-Russas, e a Ucrânia. Entre as trocas de prisioneiros, encontram-se, para além de militares, muitos ativistas da sociedade civil.

02 Set. SEGUNDA CABUL Após mais de um ano de negociações, o enviado especial do Governo norte-americano para o Afeganistão entregou um esboço de acordo entre os Estados Unidos e os talibã. As negociações concentraram-se na retirada de tropas norte-americanas do Afeganistão em troca da garantia de que os talibãs não permitam que o território seja usado como base para ataques ao estrangeiro. No entanto, ainda nesta semana, aconteceu um ataque dos talibãs em Cabul que matou 16 pessoas.

03 Set. TERÇA LONDRES O Parlamento do Reino Unido vota uma lei que impede “Brexit” sem acordo. Os Deputados aprovaram moção que marca a votação da lei que ilegaliza “Brexit” sem acordo. Vinte e um deputados conservadores votaram a favor da moção. O Parlamento britânico aprovou, por 328 votos contra 301, uma moção para assumir a iniciativa legislativa sobre o processo do Brexit. O resultado da votação levou o primeiro-ministro a ameaçar com eleições antecipadas.

04 Set. QUARTA ROMA Em poucas semanas a Itália mudou de governo, trocando a direita radical de Matteo Salvini (Liga Norte), pelo europeísmo. O renovado primeiro-ministro Giuseppe Conte, chefiará um governo mais humanista, com um olhar diferente para os problemas migratórios e mais amigo da União Europeia. O Presidente Sergio Mattarella aprovou o executivo onde Di Maio, do partido 5 estrelas, e Roberto Gualtieri, do PD, assumem pastas de destaque.

05 Set. QUINTA HONG KONG A líder do governo regional de Hong Kong, Carrie Lam, deixou cair o projeto de lei de extradição, que desencadeou meses de protestos violentos. O anúncio foi feito numa comunicação transmitida, em direto, na televisão desta região administrativa especial da China. O fim deste projeto de lei, que deveria ser debatido pelo governo,
e que previa a extradição de alegados criminosos para a China continental, era a maior exigência dos manifestantes.

A acompanhar durante a próxima semana

Venezuela, Washington deve desistir de uma estratégia ideal, de sanções e ameaças militares em favor de uma estratégia negocial.

Irão, o governo de Teerão pressiona a UE para salvar o acordo nuclear, pretendendo o levantamento das sanções dos Estados Unidos.

Moscovo, as relações políticas, militares e comerciais vão de vento em pompa, a guerra comercial entre os EUA e a China tem ajudado.

Londres, depois das várias derrotas de Boris na Câmara dos Comuns, aguardamos os novos passos para o BREXIT.

Alemanha, a direita radical alemã (AfD) está prestes a conquistar os estados federados de Brandeburgo e Saxónia.

Maputo, Papa Francisco em visita ecuménica a Moçambique, a que se seguirá Madagáscar e ilhas Maurícias.

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