Número recorde de filhos de emigrantes portugueses que procuraram universidades nacionais

O número de lusodescendentes candidatos ao ensino superior em Portugal aumentou 150 por cento em quatro anos, tendo este ano sido o mais concorrido da última década, segundo dados oficiais.

De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 483 emigrantes e lusodescendentes candidataram-se este ano a instituições de ensino superior portuguesas, na primeira fase do concurso, tendo ficado colocados 416, o que representa 86 por cento. Destes, 26 vieram para Coimbra.

Os estudantes provêm de França, Brasil, Angola, Venezuela, Luxemburgo, Suíça, Macau, Moçambique e Estados Unidos.

O ensino superior em Portugal tem um contingente reservado a filhos de emigrantes de 7% do total das vagas nacionais, o que corresponde a cerca de 3.500 vagas. O número de candidatos tem vindo a crescer desde 2013, ano em que se registou o menor número de sempre com apenas 99 candidaturas.

Este ano, para incentivar mais lusodescendentes a candidatarem-se ao ensino superior em Portugal, o Governo realizou sessões de informação com pais e educadores no Brasil, em vários países da Europa, na América do Norte e em África.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, destacou a importância de os portugueses emigrados apostarem na qualificação dos seus filhos considerando relevante o aumento do número de emigrantes a estudar em Portugal.

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