Mira investe 350 mil euros na requalificação do mercado da Praia

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A Câmara de Mira vai investir 350 mil euros na requalificação do mercado da Praia de Mira, obra comparticipada por fundos comunitários que será acompanhada pela criação de uma nova “imagem de marca” para o mercado.

“A intervenção não visa apenas reparar o edifício. Queremos reforçar o papel do mercado como referência urbana e comercial do concelho, valorizando os produtos locais dos nossos agricultores e pescadores, criando um novo padrão de qualidade”, disse à agência Lusa o presidente deste município do distrito de Coimbra, Raul Almeida.

Uma das novidades será a criação de um selo de qualidade, que assegurará a origem e a frescura dos produtos vendidos naquele que é o único mercado do concelho. “Será um selo distintivo dos produtos locais, que evidencie a qualidade e garanta a origem, protegendo-se os produtores locais e dinamizando a economia municipal”, garante o autarca.

“Com esta requalificação pretende-se também consolidar o mercado como referência urbana e comercial preferencial para abastecimento da população local no que diz respeito a pescado da Praia de Mira proveniente da Arte Xávega, valorizando e promovendo assim também esta atividade piscatória, gerando maior valor para os armadores\pescadores, potenciando\mantendo os postos de trabalho que exercem exploração neste espaço”, refere a autarquia na apresentação do plano de requalificação.

A intervenção é cofinanciada pelos programas comunitários do MAR2020 e do PDR2020 e tem início até ao final do ano. O interior do edifício erguido há pouco mais de 20 anos será reorganizado “em termos de bancas, ocupação do espaço e funcionalidade”, os telhados serão reparados, algumas arcas frigoríficas substituídas e serão criadas áreas de animação.

O mercado da Praia é o único do concelho. Nos anos 1990 foi erguido em Mira um mercado municipal, que acabou por nunca ser utilizado.

Em junho, a autarquia recebeu luz verde do Tribunal de Contas (TdC) para avançar com uma empreitada de reconversão das instalações devolutas, investimento de 780 mil euros que já está em andamento.

A empreitada, financiada em 85 por cento por fundos comunitários, prevê a construção de um auditório com 270 lugares, para conferências e espetáculos, equipamento até agora inexistente neste concelho do distrito de Coimbra.

“É uma obra que resolve um problema antigo e que permite dotar o concelho de um equipamento que já fazia falta”, diz o autarca, revelando que as obras começaram logo que a Câmara obteve o visto do TdC, devendo prolongar-se por dois anos, de acordo com o caderno de encargos.

Raul Almeida refere que “a nova dinâmica pretendida para o edifício” passa pelo funcionamento em horário alargado e com uma grande diversidade de serviços, que atraia os mais variados públicos.

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