Coimbra busca apoio europeu para a promoção da regeneração urbana

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D.R.

A Câmara de Coimbra decidiu hoje avançar com uma candidatura de promoção da regeneração urbana ao programa Horizonte que prevê um investimento de cerca de 120 mil euros.

A deliberação foi aprovada por unanimidade na reunião quinzenal do executivo municipal, presidido pelo socialista Manuel Machado.

Concebida pelo município em parceria com o Instituto Pedro Nunes (IPN), o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e um consórcio de autarquias, incubadoras e universidades europeias, a iniciativa vai ser formalizada no âmbito do Connecting Culture, projeto de regeneração dos centros históricos das cidades.

“O objetivo do Connecting Culture passa, pois, por transformar os centros históricos das cidades em centros de empreendedorismo, criatividade e inovação, criando novos estilos de vida e locais de integração sociocultural, através do desenvolvimento de setores criativos, tecnologias digitais, economias de partilha e inovação social”, explica a autarquia numa nota facultada aos jornalistas.

Caso venha a ser aprovada a candidatura, a intervenção terá uma comparticipação financeira da União Europeia (UE) de 100%.

A proposta já tinha sido analisada em reunião da Câmara Municipal, em fevereiro, quando o IPN dirigiu um convite “para integrar o consórcio constituído por incubadoras, autarquias e universidades europeias”, liderado pelo Trinity College de Dublin, na Irlanda.

Inicialmente designado Culturvation, o projeto Connecting tem uma dotação de 77 milhões de euros para apoiar a inovação em cidades da União Europeia, entre 2014 e 2020, segundo a Câmara Municipal.

O consórcio europeu é constituído por parceiros da Irlanda, Portugal, Geórgia, Reino Unido, Espanha, Polónia, Roménia, Itália, Bélgica, Suécia e Bielorrússia.

“O consórcio regional, composto pela Câmara Municipal de Coimbra, IPN e CES, concluiu agora a proposta final de candidatura, já com todas as ações aprovadas e a respetiva necessidade de recursos humanos afetos ao projeto”, informa o município.

De acordo com o documento, o projeto da União Europeia “procura reverter a tendência de abandono do património histórico”.

“Criar novas e comprovadas soluções para a regeneração social e económica dos centros históricos europeus, com enfoque no bem-estar, na qualidade de vida, na coesão social e na integração”, são algumas das ações previstas.

Com a candidatura, o município pretende ainda “impulsionar a inovação cultural, a criatividade, o empreendedorismo e a reindustrialização ligeira”, bem como promover “a colaboração entre setores, a criação de emprego em setores culturais e criativos e a inovação produtiva ligada aos centros históricos”.

“Desde organização de tertúlias sobre a temática à repescagem de projetos do orçamento participativo, passando pela promoção da marca Coimbra, sempre em alinhamento com a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027”, acrescenta.

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